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O preço da abordagem policial ostensiva e da ‘presunção de culpa’ associada à cor de pele

A presunção de culpa associada à cor da pele é um fator que alimenta a violência policial, fazendo com que a população negra seja tratada como suspeita apenas por existir
Imagem mostra policiais em uma rua e um idoso negro caminhando com as mãos acima da cabeça.

Imagem mostra policiais em uma rua e um idoso negro caminhando com as mãos acima da cabeça.

— Reprodução/Agência Brasil

5 de abril de 2025

Desde o início de 2025, a sensação de que os casos de abordagem policial ostensiva e de racismo no estado de São Paulo têm aumentado se intensificou entre a população, especialmente nas periferias das grandes cidades.

Embora os relatos de violência policial e discriminação racial não sejam novos, o ano de 2025 tem sido marcado por um número crescente de denúncias e uma sensação geral de insegurança, que parece ter se intensificado desde janeiro. A população negra segue sendo a principal vítima desse tipo de violência institucional, refletindo um cenário alarmante e que desperta cada vez mais indignação.

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As abordagens policiais em bairros periféricos, muitas vezes realizadas de maneira agressiva e sem justificativa clara, têm sido denunciadas como abusivas. A maior parte dessas ocorrências afeta jovens negros, que se veem, constantemente, alvo de ações policiais desproporcionais.

A presunção de culpa associada à cor da pele é um fator que alimenta essa violência, fazendo com que a população negra seja tratada como suspeita apenas por existir nesses espaços. Desde janeiro, casos de abordagens violentas, humilhações e até agressões físicas se multiplicaram, gerando um ambiente de constante medo e desconfiança em relação às forças policiais.

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Essa situação tem se agravado especialmente nas periferias da zona sul e zona leste de São Paulo, áreas com grande concentração de população negra, onde a violência policial se intensifica. Relatos de moradores indicam que, desde o início do ano, houve um aumento na frequência dessas abordagens, com a sensação de que a impunidade e a falta de responsabilização dos agentes de segurança tornam esses episódios cada vez mais comuns.

A crescente onda de denúncias de racismo e abuso policial é, em grande parte, fruto de um racismo estrutural que ainda permeia as instituições de segurança pública. A falta de políticas públicas eficazes que garantam a segurança de todas as camadas sociais, e não apenas das classes mais privilegiadas, é uma das razões para a perpetuação dessa violência.

A luta contra o racismo e a violência policial continua sendo uma bandeira fundamental dos movimentos sociais, que exigem uma revisão das práticas das corporações policiais e uma maior fiscalização para que esses abusos não sejam tolerados. Em abril de 2025, a urgência de uma reforma nas forças de segurança se torna cada vez mais evidente, pois os relatos indicam que a repressão contra a população negra não diminui, mas, ao contrário, cresce de forma alarmante.

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  • Felipe Ruffino

    Felipe Ruffino é jornalista, pós-graduado em Assessoria de Imprensa e Gestão da Comunicação, possui a agência Ruffino Assessoria e ativista racial, onde aborda pautas relacionada à comunidade negra em suas redes sociais @ruffinoficial.

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