Um homem negro que estava com uma criança foi imobilizado e agredido por seguranças dentro da estação Anhangabaú, no metrô de São Paulo. O caso aconteceu na quarta-feira (20) e a violência foi registrada por vídeo. Na imagem, é possível ver quando o homem recebe um golpe “mata-leão” e é imobilizado pelos agentes. Uma criança, apontada como o filho do rapaz, chora enquanto a agressão acontece.
Diante da agressão, a testemunha que gravou o vídeo, identificada como Flávia Alves, pede que os policiais não matem o rapaz enquanto tenta acalmar a criança.
Quer receber nossa newsletter?
Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!
“Gente, não mata ele. Moço, para, por favor. Ele está passando fome, moço. Olha o filho dele aqui”, exclama a mulher que testemunhou a ação.
No chão, o homem tenta resistir enquanto é imobilizado por dois seguranças. A mulher que grava o vídeo pede que ele não resista e que os seguranças não coloquem a perna no pescoço do rapaz.
Em um relato na rede social, Flávia diz que o rapaz e os policiais estavam discutindo por causa de uma abordagem agressiva que o homem teria presenciado e que um dos agentes teria empurrado o carrinho do filho dele, fazendo a criança cair no chão. A testemunha continua dizendo que o homem cuspiu no rosto do segurança depois que ele continuou com os empurrões no carrinho da criança.
“Outro homem gravou mas ele também foi agredido e imobilizado para fora do metrô, também precisei parar de gravar porque comecei a ser destratada e intimidada”, escreveu a testemunha.
Em resposta, a administração do Metrô de São Paulo disse que a situação ocorreu depois que o homem, tratado como “infrator”, teria tentado impedir uma fiscalização contra o comércio irregular na estação Anhangabaú. Disse também que os seguranças imobilizaram o homem depois dele “agredir os funcionários com mordidas e cusparadas”, fato que, segundo a testemunha, aconteceu porque a vítima tentava impedir que o carrinho do filho caísse no chão.
Segundo a administração, os seguranças serão afastados para apuração do caso.