A Copa do Mundo de 2026, iniciada na última quinta-feira (11), tem inspirado diferentes manifestações culturais pelo país. Em Salvador, a advogada e empresária Ana Beatriz Conceição encontrou no crochê uma forma de celebrar o torneio e a identidade brasileira por meio de uma coleção de roupas artesanais inspiradas nas cores da seleção Canarinho.
A coleção foi lançada pela marca CRÔBAIANA e reúne peças que dialogam com o clima do Mundial. A iniciativa surgiu após a artesã perceber o crescimento da tendência chamada “Brasilcore”, que celebra a identidade nacional, e o retorno das cores verde, amarela, azul e branca.
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Em entrevista à Alma Preta, Ana Beatriz afirma que a criação da coleção representa também uma trajetória de reconstrução pessoal. O trabalho manual começou durante um tratamento oncológico e, aos poucos, deixou de ser apenas uma atividade terapêutica para se tornar um projeto profissional.
“Comecei a fazer crochê no ano de 2024, após iniciar um tratamento oncológico. Inicialmente fazia peças apenas para mim e minha companheira, mas, com o passar do tempo, passei a receber encomendas de amigos mais próximos”, conta.
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Com a proximidade da Copa, a defensora decidiu aproveitar o momento e lançar sua coleção inspirada no tema. Além da proposta estética, as peças têm despertado interesse pela história que carregam.
A artesã relata que o público tem reconhecido o cuidado empregado em cada criação e se identificado com o percurso que transformou uma experiência de terapêutica em uma oportunidade de empreendedorismo.
“A receptividade da coleção tem sido muito boa. As pessoas têm gostado bastante das minhas peças. Tenho a característica de ser perfeccionista e cuidadosa nas coisas que realizo, e isso se demonstra na qualidade e no amor que coloco em todo meu trabalho. Senti que as pessoas ficaram inspiradas também pela minha história”.
Conceição acredita que o início do torneio pode aumentar a procura pelos produtos, ampliando ainda mais o alcance da coleção. Para ela, as roupas oferecem uma alternativa para quem deseja participar da atmosfera do evento para além do uniforme tradicional da seleção.
“Sinto que, desde o primeiro momento, as pessoas se interessaram pelas peças com a temática do Brasil para saírem um pouco do tradicional, que é a camisa da seleção”, explica.
A artesã também acompanha a competição com entusiasmo e espera que a seleção brasileira avance nas próximas fases. Mais do que celebrar o futebol, ela deseja que a coleção incentive a valorização da diversidade que compõe a sociedade brasileira e inspire perseverança diante das adversidades.

“Torcendo muito para que o Brasil avance nos jogos, para que as pessoas consigam usar mais ainda as peças da CRÔBAIANA! Com essa coleção, quero transmitir que podemos utilizar e ter orgulho de usarmos as cores do Brasil, que elas representam nossa diversidade de cultura, raças e pessoas. Além de resiliência para enfrentarmos os desafios”, conclui.
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