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Debate reflete memória e esquecimento em museus sob a ótica racial

14 de julho de 2016

Texto: Divulgação / Edição de Imagem: Pedro Borges

Contextos e desafios da democratização da memória nos espaços museaus a partir do recorte étnico-racial

O Centro de Pesquisa e Formação do Sesc realiza o ciclo Memória e esquecimento nos museus, no período de 20 de julho a 3 de agosto. Os encontros acontecem na rua Dr. Plínio Barreto, 285 – 4º andar.

O ciclo aborda contextos e desafios da democratização da memória nos espaços museaus, a partir do recorte étnico-racial e de gênero. Temas como negritude, racismo e museus brasileiros, a objetivação do corpo negro em exposições, narrativas das mulheres negras nos museus, memórias LGBT e indígenas estão na pauta de discussões.

Confira o programa completo:

20/7: Negritude, racismo e os museus brasileiros

A relação entre questão negra e mundo dos museus e das exposições tem sido dolorosa, desde as primeiras coleções até a época mais recente, com a constituição de alguns museus focados na população afro-brasileira. É importante esta reflexão, como forma de questionar as políticas culturais e museológicas hegemônicas e pensar rotas de fuga, que, se articulem na interface entre patrimônio material e imaterial por meio de recursos de tecnologia da informação.

Com Livio Sansone – Doutor em Antropologia pela Universiteit van Amsterdan. Professor associado de Antropologia na Universidade Federal da Bahia e pesquisador do Centro de Estudos Afro-Orientais da FFCH-UFBA. Integra o Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Estudos Étnicos e Africanos.

22/7: Memórias e Estigmas: Museus e a objetivação do corpo negro em exposições.

Espaços de representação e disputas simbólicas, os museus contribuíram para a produção e reprodução de imagens pautadas e voltadas para perspectivas hegemônicas de dominação. No que diz respeito aos negros a abordagem veio acompanhada da objetivação de seus corpos, em perspectivas aproximadas da anomalia, do estranhamento e da monstruosidade, aproximando-os da perspectiva do desvio e da necessidade de controle e correção. Refletir sobre esta questão bem como sobre perspectivas diferenciadas de representação, pode levar os museus a uma nova perspectiva de abordagens.

Com Marcelo Nascimento Bernardo da Cunha – Museólogo. Doutor em História Social. Professor do Bacharelado e Pós-Graduação em Museologia e do Programa Multidisciplinar de Estudos Étnicos e Africanos da UFBA e do Programa de Estudos Pós Graduados em Museologia da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologia (Lisboa).

27/7: Memórias e narrativas das mulheres negras nos museus: silêncio ou esquecimento?

Discussão sobre a ausência de representações que tratem das memórias e narrativas das mulheres negras, através das coleções museológicas, evidenciando a participação econômica, política e cultural das mesmas na construção social do país. Trata-se de uma reflexão do papel dos museus enquanto espaço de representação e poder, diante do silenciamento frente às trajetórias dessas mulheres, cujo destaque nas exposições museológicas de longa duração quase sempre se dá a partir da estereotipização e da fetichização da figura da escravizada nos museus de tipologia histórica em Salvador.

Com Joana Angélica Flores Silva – Museóloga da UFRB, Mestra em Museologia pelo Programa de Pós-Graduação em Museologia da UFBA. Coordenadora do Projeto Perfil dos Museus do Estado da Bahia, da Política Nacional de Museus/MiNC.

29/7: Memória LGBT e Museus

A memória LGBT ainda é inviabilizada no Brasil. No entanto, no mundo todo surgem propostas de musealização e salvaguarda da memória de personalidades e comunidades LGBT. Trata-se de uma alternativa para evidenciar as condições em se encontram as comunidades, bem como positivar a imagem pública de modo pedagógico, com claro objetivo de valer-se da memória para superar as fobias atuais em relação à diversidade sexual. Serão apresentadas algumas dessas ações, localizando na Europa, África e Américas as principais atividades já desenvolvidas e seus desdobramentos para a museologia, patrimônio e história referente à população LGBT. No Brasil, o caso do projeto Memória LGBT no Museu de Favela (RJ), indica possibilidades de se promover a museologia comunitária em favor da superação das fobias à diversidade sexual no Brasil.

Com Jean Baptista –  Historiador e professor em Museologia da UFG. Coordenador de Inclusão e Permanência da UFG e Líder do Grupo de Pesquisa Comunidades e Museologia Social (Comusa-Ibram/CNPq).  Integrante da Revista Memória LGBT e da Rede LGBT de Memória e Museologia Social do Brasil.

Tony Boita – Museólogo e professor em Museologia da UFG. É editor da Revista Memória LGBT, integrante da Rede LGBT de Memória e Museologia Social do Brasil e coordenador o projeto Memória LGBT no Museu de Favela, Pavão, Pavãozinho e Cantagalo.

3/8: Memórias indígenas e museus

A palestra refletirá sobre a maneira pela qual os indígenas foram representados historicamente nos espaços museológicos e como a partir da década de 1990, com a organização de museus criados e geridos pelos próprios indígenas em suas comunidades. Estas instituições foram apropriadas, reinventadas e transformadas em espaços de (re)significação de si, de suas memórias coletivas e de seus processos sociais para espaços que propiciam a educação diferenciada, a organização comunitária e a visibilidade étnica. Será apresentada a experiência do Museu Indígena Kanindé (CE) e sua permanente construção coletiva de ações educativas, inventários participativos, sistema de classificação de objetos e principalmente as ações que tem repercussão no fortalecimento das trocas de experiências, dos processos formativos e das experiências em rede indígena.

Com João Paulo Vieira – Historiador. Mestre em Preservação do Patrimônio Cultural pelo  IPHAN. Consultor em inventários participativos junto ao Programa Pontos de Memória do IBRAM/MinC. Integrante da comissão de coordenação da Rede Cearense de Museus Comunitários.

Suzenalson Kanindé – Professor da Escola Indígena Kanidé, coordenador do Museu Indígena Kanindé e articulador da Rede Indígena de Memória e Museologia Social do Brasil.

Memória e esquecimento nos museus

De 20 de julho a 3 de agosto de 2016. Quartas e sextas, das 15h às 17h30.
Recomendação etária: 16 anos. Número de vagas: 30.

R$ 60,00 (inteira); R$ 30,00 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e professor da rede pública);  R$ 18,00 (trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc e dependentes).

Atividade com tradução em libras. Solicitação deve ser feita no ato da inscrição, com no mínimo dois dias de antecedência da atividade.

Informações e inscrições pelo site ou nas unidades do Sesc no Estado de São Paulo

Sobre o CPF-Sesc

Inaugurado em agosto de 2012, o Centro de Pesquisa e  Formação do Sesc é uma unidade do Sesc São Paulo voltada para a produção de conhecimento, formação e difusão e tem o objetivo de estimular ações  e desenvolver estudos nos campos cultural e socioeducativo.

Além do Curso Sesc de Gestão Cultural – que visa a qualificação para a gestão cultural de profissionais atuantes no campo das Artes, tanto de instituições públicas como privadas – a unidade proporciona o acesso à cultura de forma ampla, tematicamente, por meio de cursos, palestras, oficinas, bate-papos, debates e encontros nas diversas áreas que compreendem a ação da entidade, como artes plásticas e visuais, ciências sociais, comportamento contemporâneo e cotidiano, filosofia, história, literatura e artes cênicas.

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