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Enredo em homenagem à Marielle Franco e família abre o Carnaval de rua de SP

O bloco afro apresenta um cortejo com 400 mulheres em celebração à memória da parlamentar
A imagem mostra uma apresentação do Bloco Afro Ilú Obá De Min, com pessoas usando pernaltas e roupas de orixás.

Foto: Divulgação/I Hate Flash

29 de janeiro de 2024

O Bloco Afro Ilú Obá De Min, com o enredo “Irúgbìn – Família Franco, Marielle”, em homenagem à Marielle Franco, abre o Carnaval de Rua de São Paulo. Na sexta-feira (9) e no domingo (11) acontecem cortejos para reverenciar a memória e o legado da vereadora assassinada a tiros em 2018. A procissão começa na Praça da República e termina no Largo do Paysandu, na região central da capital paulista. 

Tambores, xequerês, agogôs, dançarinos e pernaltas sairão em comboio pelas ruas do Centro entoando cânticos de justiça contra o genocídio da população negra, além de exigir respeito às religiões de matriz africana e aos corpos negros invisivibilizados e desumanizados pela sociedade

O enredo do Bloco Afro Ilú Obá De Min ressalta famílias pretas e exalta a continuidade da vida e de gerações, também por isso a palavra irúgbìn rege a homenagem à Marielle. Em iorubá, a expressão significa semente, uma das ideias que Franco plantou ao lado de sua família: a mãe, Dona Marinete Francisco, o pai, Sr. Antônio da Silva Neto, a irmã, Anielle Franco, e a filha Luyara Franco.

Há 19 anos o Bloco Afro Ilú Obá De Min abre o Carnaval de Rua de São Paulo. O coletivo reúne cerca de 400 integrantes entre sua bateria e corpo de dança. 

Serviço
Quando: Dia 9 de fevereiro, sexta-feira.
Concentração: A partir das 18h.
Cortejo: às 20h.
Percurso: Praça da República até o Largo do Paissandú – Centro de São Paulo.

CIA. Livre
Quando: Dia 11 de fevereiro, domingo.
Concentração: A partir das 13h.
Cortejo: às 14h
Percurso: Cia Livre (R. Conselheiro Brotero, 195 – Barra Funda) até o Galpão do Armazém do Campo (Al. Eduardo Prado, 474 – Campos Elíseos).

  • Patricia Santos

    Jornalista, poeta, fotógrafa e vídeomaker. Moradora do Jardim São Luis, zona sul de São Paulo, apaixonada por conversas sobre territórios, arte periférica e séries investigativas.

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