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RJ sedia oficina de tradições do Ofício das Baianas de Acarajé

Ação pretende enaltecer o bem reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial
Desde 2005, as baianas são reconhecidas como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo Iphan.

Foto: Romulo Faro

14 de março de 2024

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) vai promover, na segunda-feira (18), uma oficina sobre o preparo tradicional do acarajé e sua importância histórico-cultural no Centro Cultural do Patrimônio Paço Imperial, no Rio de Janeiro. As inscrições podem ser feitas até o dia 15 de março, às 12h.

Intitulada “Saberes Ancestrais e Tradições do Ofício das Baianas de Acarajé”, o evento tem como público-alvo baianas de acarajé, gestores municipais e agentes públicos. O objetivo é discutir sobre o bem reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial e sensibilizar os gestores sobre a sua relevância.

O Ofício das Baianas de Acarajé foi registrado pelo Iphan em 2005, no Livro de Registro dos Saberes. Seus elementos essenciais compreendem os rituais envolvidos na produção do acarajé, na arrumação do tabuleiro e na preparação do lugar onde as baianas se instalam.  

O acarajé é um bolinho de feijão fradinho, cebola e sal, frito em azeite de dendê, que pode ser servido com acompanhamentos como pimenta, vatapá ou molho de cebola e tomate. A venda do alimento de origem africana foi historicamente utilizada por mulheres escravizadas para comprar suas próprias alforrias e de outros escravizados. 

O uso das indumentárias típicas das baianas, como turbantes, panos e colares, também constitui um elemento importante de identificação. Segundo o Iphan, atualmente, o ofício de baiana de acarajé é o meio de vida e sustento para muitas mulheres, que garantem a continuidade dessa tradição.

  • Mariane Barbosa

    Curiosa por vocação, é movida pela paixão por música, fotografia e diferentes culturas. Já trabalhou com esporte, tecnologia e América Latina, tema em que descobriu o poder da comunicação como ferramenta de defesa dos direitos humanos, princípio que leva em seu jornalismo antirracista e LGBTQIA+.

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