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Ambulantes apontam condições precárias durante Carnaval de Salvador

Festa que movimentou mais de R$ 6 bilhões na economia representa sofrimento para os trabalhadores do evento
A imagem mostra ambulantes sendo fiscalizados pelo governo da Bahia durante o Carnaval de 2024

Foto: Jefferson Peixoto/Secom PMS

15 de fevereiro de 2024

O Carnaval de Salvador em 2024 recebeu cerca de 3 milhões de visitantes na capital baiana e em 87 cidades do interior e injetou uma quantia recorde de R$ 6,6 bilhões na economia. No entanto, a data simboliza sofrimento para os ambulantes que trabalhavam nos bastidores.

Segundo reportagem veiculada pelo UOL, mais de dez ambulantes do circuito Barra-Ondina, o principal da cidade, apontaram condições humilhantes durante o período festivo. A precariedade da higiene, a falta de uma alimentação gratuita e a insegurança foram alguns dos pontos levantados pelos entrevistados.

Ângela Gomes, de 53 anos, revelou que estava na avenida Oceânica há dois meses para garantir seu lugar de venda nos circuitos, uma vez que a prefeitura não permite que o chão seja marcado. Para que não ficassem sem um ponto fixo, os vendedores permaneciam no local por mais de uma semana em situação precária.

Outra denúncia feita pelos ambulantes foram os incidentes com os funcionários da Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb), que frequentemente molhavam os trabalhadores durante a limpeza do circuito com mangueiras de pressão. Os entrevistados relataram a perda de documentos e produtos em decorrência do procedimento.

A preocupação com a segurança foi um dos tópicos abordados pela reportagem, que presenciou a agressão a um ambulante na avenida Oceânia. Segundo o UOL, dois homens atacaram um vendedor pelas costas durante a passagem do Pipoco de Léo Santana na terça-feira (6). O fato segue em investigação pela polícia.

Ambulantes reclamam de prejuízo

Moradores de Feira de Santana, que foram trabalhar no circuito Barra/Ondina e Campo Grande, relataram insatisfação com os lucros após os seis dias de vendas no Carnaval de Salvador. Apesar da arrecadação recordista, os trabalhadores não conseguiram compensar o dinheiro que investiram na compra de bebidas.

Uma das ambulantes relatou que além de não ter conseguido o dinheiro que foi investido, precisou gastar para realizar as necessidades básicas como utilizar sanitários e tomar banho. A prefeitura chegou a ofertar equipamentos com 24 chuveiros (12 femininos e 12 masculinos), mas a distância e a grande quantidade de trabalhadores fizeram com que o acesso fosse dificultado.

  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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