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Cantor Jau é barrado em restaurante nobre de Salvador: ‘Lugar racista’

Em um vídeo, o artista denunciou que o restaurante Sette alegou que o motivo seria as vestimentas dele. À Alma Preta, a produção do cantor disse que ele prestará queixa em delegacia

Texto: Redação | Foto: Reprodução

Imagem mostra o cantor Jau, com o mar ao fundo.

3 de dezembro de 2021

Considerado um dos artistas mais conhecidos e importantes da Bahia, o cantor Jau fez um desabafo na noite da quinta-feira (2), após ser barrado em um restaurante nobre de Salvador, o Sette, localizado na Barra, orla da capital baiana. O cantor acusa o estabelecimento de racismo.

Em um vídeo, Jau inicia questionando o motivo de ter sido barrado no restaurante. Segundo o artista, o estabelecimento alegou que o motivo seria as roupas dele. Jau aparece no vídeo com blusa, jaqueta e calça preta, além de um óculos e chapéu.

“Com toda humildade do planeta Terra, eu acho que um cidadão vestido dessa forma pode entrar em qualquer ambiente, independentemente da cor dele. Ele vestido dessa forma só pode ser barrado no ambiente se houver algum problema racial, ou se houver algum problema de índole, ou se houver algum problema com essa pessoa, que não é meu caso. Eu sou artista da terra. Fui no restaurante Sette, fui barrado, impedido de entrar porque estava vestido assim”, diz o cantor.

Em seguida, Jau pontua que o restaurante foi racista e preconceituoso com a equipe dele ao não deixá-los entrar no local.

“Não era a indumentária, faltava-me talvez olhos azuis e cabelos louros, não os tenho, não culpo que os têm, não os quero ter, mas preciso da minha liberdade de ir e vir e hoje o restaurante Sette foi preconceituoso comigo e minha equipe não deixando a gente adentrar ao espaço. Não é um lugar democrático, não é um lugar frequentável, é um lugar racista”, completa o cantor.

A Alma Preta procurou a assessoria do cantor, que informou que ele vai prestar uma queixa na delegacia nesta sexta-feira (3) e pretende entrar com um processo na Justiça. 

“Dress Code”

No perfil do restaurante, é possível ver que existe uma espécie de “Dress Code”, um tipo de código para roupas que são proibidas e permitidas no local. As vestimentas que não estão permitidas são: chapéu, biquíni, short, camiseta e sandálias. Já as vestimentas permitidas são: blusas de manga, vestidos, calças e saltos ou sapatos.

Nas redes sociais, internautas lamentaram o ocorrido e questionaram se existe uma roupa “ideal” para entrar em um restaurante.

“Qual o traje adequado para o restaurante? Alguém sabe me dizer?”, “Ser preto e ser famoso não lhe insenta de sofrer racismo. Infelizmente esse é o sistema. Ainda há quem diga, racismo nao existe”, “É só olhar o feed do “renomado restaurante” que se ve bem quais são as orientações dadas aos funcionários sobre quem “entra”, disseram alguns internautas.

Em nota, o restaurante Sette informou que o impedimento ocorreu por causa do chapéu utilizado pelo cantor e pelas vestimentas do acompanhante do artista, que usava bermuda. Segundo o estabelecimento, os trajes não se adequam ao código de vestimenta formal para acesso ao local, que tem uma placa informativa na porta do estabelecimento.

“O Sette Restaurante esclarece que adomina qualquer ato racista ou discriminatória, prezando por sua conduta democrática e inclusiva, e reforça que apenas existe um dress code para ingresso na casa”, completa a nota.

Leia também: Um em cada quatro negros teme sofrer racismo no transporte

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