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Para Deborah Small, guerra às drogas é mais violenta no Brasil

26 de julho de 2016

Entrevista: Pedro Borges / Entrevistada: Deborah Small / Edição de Imagem: Pedro Borges

Por que debater política de drogas é uma pauta fundamental para a população negra?

A questão da reforma da política de drogas é de interesse para afro-descendentes no Brasil já que a “guerra às drogas” é a principal razão para a violência entre as comunidades e a polícia nas favelas. Enquanto o governo estiver comprometido com uma “guerra às drogas”, as comunidades negras estarão na mira.

Quais as semelhanças e as diferenças entre a política de drogas nos EUA e no Brasil?

As similaridades são que, assim como nos EUA, a aplicação da lei de drogas no Brasil é altamente racializada e recai grandemente na polícia como a principal resposta a questões relacionadas a drogas; a diferença é no nível de opressão racial. Em muitos sentidos, a “guerra às drogas” contra comunidades negras no Brasil é mais repressiva que nos EUA, já que a polícia está autorizada a operar de forma altamente agressiva e a matar pessoas inocentes com grande impunidade. Ao menos nos EUA é esperado dos policiais que eles justifiquem os casos de assassinato de pessoas negras, e no Brasil esta resposta é muito casual.

No Brasil, a guerra às drogas é uma das justificativas para o genocídio da juventude negra. Quais as relações entre a pauta e o racismo?

A maioria das pessoas brasileiras acreditam que pessoas negras estão desproporcionalmente relacionadas com a economia ilícita de drogas, essa falsa crença justifica uma repressão racial e o genocídio policial.

Qual o papel da polícia para o sucesso da política de drogas?

Eu não acredito que haja um papel primordial da polícia no que concerne o sucesso da guerra às drogas, exceto talvez atuando como fazem em Portugal, onde a polícia encaminha pessoas que fazem uso problemático para tratamento caso seja necessário e caso seja solicitado, mas não os prende.

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