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Defensoria Pública do RJ terá primeira mulher negra e periférica como ouvidora-geral

A pedagoga Fabiana Silva atua como militante dos direitos humanos há 20 anos
A ouvidora-geral Fabiana Silva fala após eleição na Defensoria Pública do Rio de Janeiro, 04 de dezembro de 2023.

Foto: Defensoria Pública do Estado

7 de dezembro de 2023

Pela primeira vez na história da Defensoria Pública do Rio de Janeiro (DPRJ), uma mulher negra e periférica ocupará o cargo de ouvidora-geral. A pedagoga Fabiana Silva foi escolhida pelo Conselho Superior da DPRJ e tomou posse nesta semana. O cargo tem mandato de dois anos.

A Ouvidoria Externa é um órgão auxiliar da DPRJ, que serve de canal de comunicação para que pessoas ou organizações se manifestem de forma ativa na realização e avaliação dos serviços prestados pela instituição. 

O órgão oferece assistência jurídica gratuita e atende questões como violações de direitos humanos, denúncias de tortura e maus-tratos, acesso urgente a leitos, entre outros direitos. 

Fabiana acumula duas décadas em sua trajetória de luta pelos direitos humanos e já atuou como servidora da instituição durante quatro anos. No entanto, seus primeiros contatos com a DPRJ aconteceram por motivos trágicos: a morte do irmão de 16 anos, assassinado pela polícia, e encarceramento de outro membro da família.

A ouvidora-geral eleita pretende dar continuidade às iniciativas da atual gestão, destacando os projetos Acesso à Justiça nos Territórios e Rede de Atenção a Pessoas Afetadas pela Violência de Estado (RAAVE). 

Atualmente, a pedagoga é coordenadora de mobilização da Casa Fluminense. O espaço constrói coletivamente políticas e ações públicas no Rio de Janeiro, com foco na redução das desigualdades, no aprofundamento da democracia e no desenvolvimento sustentável.

Para além da técnica e do conhecimento adquirido em anos de carreira, a futura ouvidora afirma ter compromisso em desenvolver um trabalho baseado na empatia, na escuta e na ampliação do acesso à justiça

“É uma honra ser a primeira mulher ouvidora-geral da Defensoria. Acredito que poderei contribuir para a defesa do acesso à justiça e da promoção dos direitos à população. Pretendo fortalecer a presença da instituição nos territórios da região metropolitana e no interior do estado, além de defender as demandas apresentadas pela população e buscar construir um espaço junto aos movimentos e organizações sociais”, ressaltou após vencer a eleição.

  • Mariane Barbosa

    Curiosa por vocação, é movida pela paixão por música, fotografia e diferentes culturas. Já trabalhou com esporte, tecnologia e América Latina, tema em que descobriu o poder da comunicação como ferramenta de defesa dos direitos humanos, princípio que leva em seu jornalismo antirracista e LGBTQIA+.

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