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Homem negro é inocentado após passar 48 anos na prisão nos EUA

Glynn Simones esteve preso durante quase meio século pela acusação de um assassinato em 1974; essa foi a setença injusta mais longa já cumprida nos EUA
A imagem mostra Glynn Simmons, um homem negro e grisalho. Ele foi libertado da prisão, nesta terça-feira (19), após uma sentença injusta.

Foto: Reprodução

21 de dezembro de 2023

Um homem de 70 anos foi declarado inocente no estado de Oklahoma, na região central dos Estados Unidos, após passar quase 50 anos na prisão por um assassinato que não cometeu.

Glynn Simmons, que é negro, passou mais tempo atrás das grades antes de ser inocentado do que qualquer outro preso na história dos Estados Unidos, segundo o Cadastro Nacional de Inocentados.

Simmons foi libertado sob fiança em julho após permanecer 48 anos, um mês e 18 dias no total na prisão. A juíza Amy Palumbo, do Tribunal Distrital do Condado de Oklahoma, rejeitou a condenação de Simmons em julho e o declarou inocente em uma audiência no Tribunal Distrital do Condado de Oklahoma na terça-feira (19).

Ele e outro homem, Don Roberts, foram condenados à morte em 1975, quando Simmons tinha 22 anos, pelo assassinato, um ano antes, de um atendente de uma loja de bebidas de 30 anos, durante um assalto em Edmond, Oklahoma. Suas sentenças foram depois comutadas para prisão perpétua.

Os dois foram condenados apenas com base no testemunho de uma adolescente, que foi alvejada na cabeça durante o assalto, mas que sobreviveu. Ela os identificou em uma fila de suspeitos formada pela polícia, mas uma investigação subsequente colocou dúvidas sobre a confiabilidade dessas identificações.

Os dois homens também alegaram durante o julgamento que sequer estavam em Oklahoma no momento do crime.

“Este é o dia que estávamos esperando há muito, muito tempo”, disse Simmons aos jornalistas. “Podemos dizer que a justiça foi feita hoje, finalmente”, acrescentou.

Em 2008,  Roberts foi libertado em liberdade condicional, segundo o Cadastro Nacional de Inocentados. Na época, o Tribunal de Apelações Criminais de Oklahoma decidiu revisar seus casos, com base em uma decisão da Suprema Corte de 1972 que considerou a pena de morte inconstitucional porque foi aplicada de forma desigual.

Simmons agora pode ser elegível para uma indenização. “O que foi feito não pode ser desfeito, mas pode haver responsabilização”, disse, segundo uma nota da Agence France-Presse. “É disso que estou falando agora. De responsabilidade”, frisou.

  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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