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Indígenas são assassinados por garimpeiros na Terra Yanomami

As duas mortes ocorreram em uma área de garimpo na região do Alto Catrimani
Imagem mostra uma vista aérea da Terra Indígena Yanomami.

Foto: Chico Batata/Greenpeace

8 de janeiro de 2024

Dois indígenas Yanomami foram assassinados a tiros por garimpeiros na Terra Indígena Yanomami, denunciou a Urihi Associação Yanomami (UAY). As mortes ocorreram na região do Alto Catrimani, em uma área de garimpo conhecida como Pista do Kapixaba.

Indígenas relataram ao presidente da Associação, Júnior Hekurari, que as vítimas foram mortas com tiros no rosto e tiveram seus corpos mutilados na terça-feira (2). Os suspeitos conseguiram escapar, mas há informações sobre a presença de outro grupo de invasores fortemente armados ainda na região.

Um dos corpos foi cremado, devido aos costumes do povo Yanomami, e outro permanece na floresta. Ainda conforme o relato, os corpos foram encontrados pelo cunhado de uma das vítimas.

Um ofício sobre o caso foi enviado a organizações federais como a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Ministério Público Federal (MPF), Ministério dos Povos Indígenas, Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Exército Brasileiro e Polícia Federal. 

No documento, a associação exigiu ações imediatas e solicitou o envio da Polícia Federal (PF) ao território para remover o corpo e encaminhá-lo para autópsia. Além disso, instou que o incidente seja investigado, com a devida punição para os responsáveis.

Maior território indígena do Brasil, a Terra Indígena Yanomami enfrentou nos últimos o avanço desenfreado da atividade ilegal no território. Somente em 2022, a devastação na região alcançou a marca de 54%.

O Alto Catrimani é uma das áreas mais afetadas pela prática ilegal de garimpo. De acordo com um relatório divulgado em 2022 pela Hutukara Associação Yanomami, a pista do Kapixaba era o epicentro dos maiores acampamentos e infraestruturas de apoio ao garimpo na região naquele ano, abrigando estabelecimentos como bares, mercearias e prostíbulos.

  • Mariane Barbosa

    Curiosa por vocação, é movida pela paixão por música, fotografia e diferentes culturas. Já trabalhou com esporte, tecnologia e América Latina, tema em que descobriu o poder da comunicação como ferramenta de defesa dos direitos humanos, princípio que leva em seu jornalismo antirracista e LGBTQIA+.

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