Pesquisar
Close this search box.
Pesquisar
Close this search box.

Mesmo condenado, Robinho pode não cumprir os 9 anos de prisão

O ex-jogador teve o pedido de habeas corpus negado e foi encaminhado para um presídio no interior de São Paulo
A imagem mostra o ex-jogador de futebol Robinho, condenado por estupro na Itália, durante um jogo que atuava pelo Santos FC. Ele foi condenado a 9 anos de prisão na Itália.

Foto: Reprodução

22 de março de 2024

Condenado a nove anos de prisão pelo crime de estupro contra uma mulher albanesa na Itália em 2013, Robson de Souza, conhecido como Robinho, foi preso pela Polícia Federal (PF), em Santos (SP), onde mora com a família. Mas a progressão de pena, prevista no código penal brasileiro, pode amenizar o tempo de prisão do ex-jogador. 

A condenação de nove anos de prisão em regime fechado pode progredir para o semiaberto quando 40% da pena for cumprida, neste caso, pouco mais de 3 anos e 7 meses. O modelo de atenuação é válido para qualquer réu primário por crime hediondo — como é o caso de estupro — e também pode ser condicionada a bom comportamento. 

Em caso de mudança de regime, Robinho poderá trabalhar dentro ou fora do complexo penitenciário. No fechado, ele terá funções em ambientes externos se atuar em serviços ou obras públicas, segundo o UOL. 

No regime semiaberto, o ex-jogador poderá trabalhar durante o dia em colônias agrícolas, industriais ou similares, além de poder trabalhar fora do presídio, cursar supletivos profissionalizantes, mas deverá retornar ao sistema prisional durante a noite. 

Já no regime aberto, Robinho poderá trabalhar ou estudar sem vigilância, mas deverá permanecer em uma residência, pré-definida, no período noturno. 

A defesa do ex-jogador entrou com um pedido de habeas corpus, que foi negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ele foi submetido ao exame de corpo de delito e por uma audiência de custódia. 

Robinho foi encaminhado ao complexo penitenciário de Tremembé, localizado em Santana de Parnaíba, a 150 km de São Paulo, para cumprir a determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O presídio, reformado em 1955, não recebe membros de facções e é considerado “controlado”.

  • Patricia Santos

    Jornalista, poeta, fotógrafa e vídeomaker. Moradora do Jardim São Luis, zona sul de São Paulo, apaixonada por conversas sobre territórios, arte periférica e séries investigativas.

    View all posts

Leia Mais

Quer receber nossa newsletter?

Destaques

AudioVisual

Podcast

EP 153

EP 152

Cotidiano