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Ministério do Esporte repudia agressão contra lutador negro em estação de trem em SP

Atleta da seleção de taekwondo foi agredido por estar abraçado com uma mulher branca
Na foto, o atleta Gabriel Campolina dos Santos.

Foto: Reprodução / Instagram

16 de maio de 2024

O Ministério do Esporte (MEsp) condenou o caso de agressão sofrido pelo lutador da Seleção Brasileira de Taekwondo, Gabriel Campolina Santos, ocorrido na última quarta-feira (15), em frente à estação da CPTM, em São Caetano do Sul (SP).

Na ocasião, o atleta estava sentado com uma colega de treino quando foi abordado por Matheus Cerqueira Santana, de 20 anos, com ofensas racistas. Matheus também deu uma “voadora” no atleta e justificou com o fato de ele estar acompanhado de uma mulher branca.

O caso foi presenciado por testemunhas, que acabaram contendo o agressor até a chegada da polícia. Matheus Cerqueira foi preso em flagrante por lesão corporal e injúria racial. Na delegacia, ele teria informado que as agressões aconteceram por estar sob estresse.

Em nota divulgada nesta quinta-feira (16), o Ministério dos Esportes se solidarizou com o atleta, sua família e toda comunidade do taekwondo brasileiro. “É inaceitável que em pleno século XXI ainda nos deparemos com situações de preconceito racial, que ferem não apenas a vítima, mas toda a sociedade”.

“O Ministério do Esporte volta a manifestar profundo repúdio a mais um caso de racismo, dessa vez uma agressão sofrida pelo lutador da seleção brasileira de taekwondo Gabriel Campolina. Racismo é crime inaceitável. Não podemos tolerar atos de discriminação e violência que desrespeitam a dignidade e a integridade de nossos atletas ou qualquer ser humano”, comentou a pasta em nota de repúdio.

A pasta notificou que acompanhará de perto a apuração do caso e as medidas legais cabíveis, e informou que o enfrentamento ao racismo e a promoção da igualdade racial são prioridades do Ministério.

A Confederação Brasileira de Taekwondo (CBTKD) também se manifestou sobre o caso. Em publicação no Instagram, a Confederação expressou solidariedade ao atleta e frisou a necessidade de responsabilização para este e outros casos.

“A discriminação racial não só fere a dignidade humana, mas também vai contra os valores de justiça e igualdade que buscamos promover em nossa comunidade. Repudiamos veementemente qualquer forma de preconceito, seja ele racial, étnico, religioso ou de qualquer outra natureza”, diz trecho da nota da CBTKD.

  • Verônica Serpa

    Graduanda de Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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