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Movimento negro organiza ato contra as violações na Cracolândia

24 de maio de 2017

Protesto ocorre em meio às medidas do prefeito João Doria na região. No dia 21 de Maio, domingo, operação policial forçou a saída dos moradores da área.

Texto e Foto / Pedro Borges

Ativistas do movimento negro e de diversos movimentos sociais articulam protesto contra as medidas do prefeito de São Paulo, João Dória, e do governador do estado, Geraldo Alckimin, na região da Cracolândia. A concentração do ato do dia 26/05, sexta-feira, tem início às 16h, na Praça Patriarca, centro.

De acordo com pesquisa da Open Society, feita no início do ano sobre o antigo programa do ex-prefeito Fernando Haddad (PT), De Braços Abertos, 68% dos moradores da região se autodeclaram pretos ou pardos. 37% das pessoas na época eram mulheres e 5% transexuais.

Faixa para textos BAP

Abisogun Olatunji, da União dos Coletivos Pan-Africanistas (UCPA), acredita que a ação na Cracolândia faz parte de uma política genocida do povo preto. “Temos que entender que o que está ocorrendo não é um ponto fora da curva e nem começou e nem vai terminar com Alckmin e Dória. Essa politica racista, eugenista e higienista, e essa criminalização da pobreza, fazem parte do modus operandi adotado pelo Brasil desde o final do Século XIX”.

Para ele, é fundamental que organizações do movimento negro e entidades sociais ligadas aos direitos humanos se posicionem contra as medidas adotadas neste território.

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