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Nova pichação nazista ataca negros em Bauru-SP

6 de outubro de 2016

Texto: Solon Neto / Edição de Imagem: Solon Neto

Pichações racistas se tornaram constantes e surgem em diversos campus da UNESP

Esta semana, membros do Coletivo Negro Kimpa encontraram pichações de suásticas nazistas feitas sobre cartazes anti-racistas colados em um dos banheiros do campus da UNESP, em Bauru-SP.

Os cartazes são parte de uma ação de conscientização desenvolvida pelo coletivo, em vista da continuidade do racismo na instituição e da apatia das unidades e da reitoria no combate a esse tipo de ação, que se repete.

Diversas unidades já relataram o mesmo problema. Em 2015, ao menos dois casos semelhantes foram registrados e denunciados em julho e agosto, em Bauru-SP e Ourinhos-SP, respectivamente.

Este ano, em Abril, outra denúncia foi feita na unidade de São José do Rio Preto-SP, e novamente, em Maio, na unidade de Rio Claro-SP. Agora, Bauru volta a receber ataques.

O Coletivo Negro Kimpa reúne estudantes negras e negros para realizar ações de formação, debate e denúncia sobre a questão racial. Grupos semelhantes se reúnem em pelo menos 9 das 23 unidades da UNESP no estado de São Paulo. A maioria tem um histórico comum, e surgiram a partir de 2014.

PichaçãoBauru2

O ano marca o início da política de cotas na Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, a UNESP, que segue sendo a única das universidades estaduais de São Paulo a possuir um programa de ingresso por cotas raciais. Naquele ano, a UNESP reservou 15% de suas vagas para alunos de escola pública, dos quais 35% são reservadas para Pretos, Pardos e Indígenas. A medida é progressiva, e a meta é que a reserva total atinja 50% das vagas em 2018.

Uma das reclamações ouvidas na universidade é a falta de uma política institucional de combate ao racismo, mesmo diante da realidade brasileira e do sistema de reserva de vagas.

Pichações racistas, nazistas e homofóbicas vêm sendo denunciadas em diversas universidades e já surgiram na USP e no Mackenzie, em São Paulo-SP, por exemplo, como relatou a reportagem do Alma Preta, em 2015.

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