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Policial acusado de ser o atirador que assassinou Marielle tentou se passar por homem negro durante o crime, diz jornal

12 de março de 2019

As prisões são parte da “Operação Lume”, deflagrada pela Divisão de Homicídios da Polícia Civil do Rio de Janeiro

Texto / Solon Neto

Imagem / Reprodução

O policial militar reformado Ronnie Lessa, preso na madrugada desta terça-feira (12), acusado de ser o atirador que assassinou Marielle Franco e Anderson Gomes, tentou se passar como homem negro durante a execução do crime. A informação foi divulgada pela Band News do Rio de Janeiro.

Para tal, Lessa, que é branco, teria executado o crime com os braços cobertos com “manguitas” pretas, como as utilizadas por jogadores profissionais de basquete. O objetivo seria enganar eventuais filmagens que fossem realizadas no momento do crime.

Lessa foi preso na madrugada desta terça-feira (12) em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, bairro do Rio de Janeiro. No mesmo condomínio, o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL), também tem uma residência.

Segundo reportagem do jornal O Globo, o PM reformado era conhecido como um “exímio atirador” dentro da corporação. Ao lado de Lessa, também foi preso o ex-PM Élcio Queiroz, o suposto motorista do automóvel modelo Cobalt cor prata utilizado pelos assassinos na noite do crime.

As prisões são parte da “Operação Lume”, deflagrada pela Divisão de Homicídios da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Outros 32 mandatos de busca e apreensão foram cumpridos durante a operação.

Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes foram assassinados no dia 14 de março de 2018 na região central da capital carioca. Ainda não se sabe quem foi o mandante do crime.

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