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‘Precisamos de provas concretas e eu não vou desistir de lutar por justiça’, diz irmã de Marielle Franco

Anielle Franco divulgou um vídeo no Instagram nesta quarta-feira (30) em reação aos pedidos de seguidores para se posicionar sobre a possibilidade de ligação do presidente Jair Bolsonaro com a morte de sua irmã, a ex-vereadora do PSOL

30 de outubro de 2019

Anielle Franco, irmã de Marielle Franco, espera por provas concretas para se posicionar sobre a possível ligação do presidente Jair Bolsonaro com o assassinato da vereadora do PSOL. A escritora e professora fez a declaração em um vídeo publicado no Instagram nesta quarta-feira (30).

“É óbvio que eu quero saber quem estava na ‘casa 58’ no dia da morte da minha irmã e quem possui ligação com o crime, mas precisamos de provas concretas, sem especulações. Vamos esperar a conclusão das investigações”, afirmou.

Anielle criticou o fato de muitas pessoas terem acesso a informações do caso que deveriam ser mantidas em sigilo. “Eu fico apreensiva de como muitas pessoas têm acesso a informações que eu e minha família não temos”, pontuou.

Após o assassinato de Marielle Franco, em 14 de março de 2018, Anielle Franco tem se dedicado à luta por respostas ao assassinato e pela preservação do legado da vereadora, que atuava na defesa dos direitos da população negra e pobre. Aos prantos, ela também desabafou que a família é alvo de ataques.

“Mesmo com dor e saudade, estamos sendo bombardeados por todos os lados. Eu queria que vocês pensassem que existe uma família sofrendo com tudo isso”, relatou. “Eu tenho sido perseguida, mas não vou desistir de lutar por justiça e pelo legado que Marielle deixou”, prometeu.

Menção ao presidente Bolsonaro

Segundo reportagem do Jornal Nacional, o ex-policial militar Élcio Queiroz, suspeito de envolvimento na execução de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, disse na portaria do condomínio que iria à casa de Jair Bolsonaro, na época deputado federal, no dia do crime.

Em depoimento à Polícia Civil do Rio de Janeiro, o porteiro do condomínio disse que o suspeito pediu para ir à casa de Bolsonaro e um homem com a mesma voz do presidente atendeu o interfone e autorizou a entrada. O acusado, no entanto, teria se dirigido a outra casa dentro do condomínio.

O Jornal Nacional também mostrou a existência de registros que comprovam a presença de Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados, em Brasília, no dia do crime. Em reação à reportagem do telejornal da TV Globo, o vereador Carlos Bolsonaro publicou nas redes sociais um vídeo que teria sido gravado nesta quarta-feira (30) na administração do condomínio na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, e que também contesta a presença de seu pai, o presidente Bolsonaro, na casa no dia do crime.

Carlos mora em outro imóvel no mesmo condomínio, assim como o PM Ronnie Lessa, suspeito de ter executado Marielle Franco e Anderson Gomes em conjunto com Élcio de Queiroz.

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