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Uma mulher foi vítima de feminicídio a cada 15 horas em 2023, diz boletim

Relatório da Rede de Observatórios de Segurança indica que casos de feminicídios aumentaram cerca de 22,04% em comparação com o ano anterior
Mulheres protestando no Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher, no RJ.

Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil

7 de março de 2024

O relatório “Elas Vivem: Liberdade de Ser e Viver”, divulgado pela Rede de Observatórios da Segurança nesta quinta-feira (7), aponta que em 2023 uma mulher foi vítima de feminicídio a cada 15 horas, um total de 586 casos. 

Os números representam um salto de 22,04% em comparação com dados de 2022.

Os dados analisados são de oito estados (BA, CE, MA, PA, PE, PI, RJ E SP) e indicam que, por dia, oito mulheres foram vítimas de violência doméstica no país. Em 72,70% dos casos, o autor dos crimes era parceiro ou ex-parceiro das vítimas. 

Juntando os indicadores de feminicídio aos números de homicídios, os estados examinados apresentaram um total de 1.079 mulheres assassinadas em 2023. O estudo ainda aponta que elas foram vítimas de armas de fogo e armas brancas em 61,87% dos casos.

“A realidade brasileira é de profundas desigualdades: de gênero, raça, classe, oportunidades e direitos atendidos. Como democracia, falta-nos equidade. A violência, no entanto, é bastante democrática, iguala todas as mulheres”, diz trecho do documento.

O estado de São Paulo teve uma alta de 20,38% na incidência de “eventos violentos”, que podem ser assédios, ameaças, torturas, agressões, ofensas e feminicídios. Foram 1.081 casos durante o último ano. 

SP também lidera o ranking de feminicídios e transfeminicídios, com 174 e 9 casos, respectivamente.

No Nordeste, o primeiro lugar fica com a Bahia, com 386 casos de violência contra mulher. Homicídios, feminicídios e tentativas de feminicídio somaram 283 ocorrências. 

  • Verônica Serpa

    Graduanda de Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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