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“A gente ainda não experimentou”: Festival Fala! discute acesso à democracia

Comunicadores discutem os desafios e caminhos em torno da democracia no Brasil e o acesso à comunicação; festival ocorre em Salvador (BA) até este sábado (27)

Imagem: Iago Augusto/Alma Preta

Foto: Imagem: Iago Augusto/Alma Preta

26 de agosto de 2022

“Que democracia é essa?”. Essa foi a pergunta que abriu o segundo dia do Festival Fala!, realizado nesta sexta-feira (26), em Salvador.

O evento, que levanta discussões sobre os caminhos da comunicação sob as perspectivas sociais, iniciou com a participação dos comunicadores Michel Silva, do jornal “Fala Roça” (RJ), Midiã Noelle, jornalista baiana e mestra em Cultura pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), e Célia Tupinambá, artista e liderança indígena na Serra do Padeiro, no sul da Bahia.

No encontro, os comunicadores abordaram os desafios e caminhos em torno da democracia no Brasil, as estratégias de acesso à comunicação dentro dos territórios e as novas formas de fazer comunicação.

Durante a mesa, a líder indígena Célia Tupinambá ressaltou a importância em ampliar a comunicação dentro dos territórios indígenas e chamou atenção para a necessidade de romper com a narrativa hegemônica.

“Nós temos os nossos territórios violados. Não é de agora, não é de 2018, 2016 ou 2002, é de sempre. É uma história e uma luta que é árdua e sempre nós, povos indígenas, somos atacados e assassinados”, pontuou.

Para o comunicador e fundador do jornal Fala Roça, da comunidade da Rocinha, no Rio de Janeiro, ainda é preciso enfrentar desafios para garantir a democracia dentro das favelas.

“Embora a gente tenha uma Constituição que tem 30 anos, a gente ainda não conseguiu experimentar essa democracia porque nem os direitos básicos estão sendo garantidos. Falar em democracia em 2022 tem muitas complexidades”, comentou o comunicador.

Já para a jornalista Midiã Noelle, falar em democracia é falar em ampliar o acesso para grupos ainda vulnerabilizados.

“É preciso que a gente ainda saia das nossas bolhas, das nossas caixinhas e traduza para a população como um todo qual é a vontade da maioria e garantir direitos para a maioria”, finalizou.

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