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Com histórias reais, websérie reflete sobre discriminação de raça e gênero

Em quatro episódios, “Além” traz histórias de duas pessoas negras, um homem transexual e uma drag queen

Texto: Redação | Imagem: Divulgação

Com histórias reais, websérie reflete sobre discriminação racial e de gênero

14 de abril de 2021

Voltada a reflexões sobre temas como discriminação de raça e gênero, a websérie “Além” conta histórias reais de duas pessoas negras, um homem transexual e uma drag queen. São quatro episódios produzidos pelo selo Running Rats em parceria com o diretor de cena Nico Matteis, da Saigon, e disponibilizados na internet.

“A ‘Além’ abre reflexões por meio de diferentes prismas. Um ‘Além’ que vai do preconceito à resistência. Um ‘Além’ da violência ao esplendor. Os filmes são narrados pelos próprios personagens. As filmagens aconteceram no Rio de Janeiro, nas comunidades de Manguinhos, Maré e Realengo, e em São Paulo, na cidade litorânea de Peruíbe”, diz comunicado enviado à Alma Preta.

O episódio de estreia da websérie chama-se “Muleque puro” e conta a história de Jonathan Neguebites, um jovem negro que sonhava em ser jogador de futebol e é dançarino de passinho. O segundo, intitulado “Vivendo dentro de uma máscara”, retrata a história de Steves, que enxergou em sua personagem Lolita uma voz poderosa de combate ao preconceito.

“É muito gratificante poder mostrar um pouco da minha realidade e da comunidade onde cresci, onde aprendi a maioria das coisas que sei. Eu me emociono todas as vezes que assisto. Agradeço muito ao Nico e a todos os envolvidos pela oportunidade de fazer com que eu sinta ainda mais orgulho da minha história e do meu corre. Foi excepcional para minha autoestima e para eu perceber que sou um cara ‘foda’, que tenho muito mais a brilhar e sou capaz de chegar a qualquer lugar”, descreve Jonathan.

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“Me reconhecer, perceber que aquela máscara que eu sempre pensava me proteger era transparente o bastante para não esconder minhas cicatrizes assustou no primeiro instante, mas também me abraçou ao perceber que o que aproximava a troca de vivências com outras pessoas não eram os personagens e sim o fato de que elas também se reconheciam nestes fragmentos de dor e alegria. Estar neste projeto não mudou minha vida, mas potencializou todas as mudanças que o estar vivo requer. Acredito que este caminhar será ainda mais intenso, repleto de amor, lágrimas e vida”, considera Steves.

Já o terceiro episódio, “Ter um teto quando está chovendo”, aborda a história da dançarina Codazzi, que viu no nascimento da filha sua redenção. Com o nome “Sobrevivente”, o quarto e último episódio conta a história de Ahigor , que encara a visibilidade como uma questão de sobrevivência.

“Compartilhar coisas tão profundas e intensas, algumas talvez até não bem resolvidas, é difícil pra mim. Fiquei impressionada comigo mesma sobre o quanto me senti à vontade para conversar olho no olho com a equipe que ali estava comigo. Me senti à vontade e as coisas foram fluindo naturalmente”, compartilha Codazzi.

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“Ver minha história retratada é honrar o que aprendi com as manas do bonde (LGBTs), pois principalmente para nós, pessoas trans, a visibilidade é uma questão de sobrevivência. A história, que antes se esvaía em solidão, agora se soma a um oceano profundo, onde compartilho sensações e trânsito para além da dor. Ser inspirada e inspirar pessoas é um bálsamo. Sendo inacabada, o que me completa e me esvazia é o amor”, finaliza Higor.

Confira o trailer da websérie “Além”:

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