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Bairros de Salvador recebem galeria de arte à céu aberto

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11 de fevereiro de 2021

Projeto a “Rua é o Museu do Povo”, idealizado pelo grupo Arte Marginal, fundado em 2009 na capital baiana, chega ao bairro Fazenda Grande Retiro; Ação acontece aos domingos deste mês e possibilita a democratização do acesso às diversas linguagens artísticas

Texto: Redação / Edição: Lenne Ferreira / Imagem: Divulgação/Grupo Arte Marginal

As fotografias de Hércules Bressy, pinturas de Luís Santos, e os grapixos de Pedro Arcanjo estão dando uma nova cara às comunidades de Salvador e espaços públicos da capital baiana. Desde o início de fevereiro, os três artistas, integrantes do grupo Arte Marginal, fundado em 2009, executam o projeto “Rua é o Museu do Povo”, que promete levar cor e discussões sobre o fazer artísticos todos os domingos ao longo do mês. A próxima parada do roteiro é a Praça dos Trovadores, no bairro Fazenda Grande do Retiro, Zona Norte de Salvador. 

O bairro  ocupa o décimo lugar em população da capital baiana e é nesse cenário que Pedro Arcanjo, morador do bairro e também conhecido como “Noite”, contará, através do grapixo, parte de sua história de luta e resistência. Toda a comunidade poderá conferir grafias artísticas em tempo real e exposições durante toda a tarde, das 14h até 17h, de forma gratuita. O principal objetivo do projeto é possibilitar a democratização do acesso às mais variadas linguagens artísticas.  

A exposição ainda contará com a presença do artista visual Luís Santos, que, através das tintas e técnicas de pintura, trará a discussão sobre a existência no mundo contemporâneo e do cotidiano das ruas, além do fotógrafo Hércules Bressy, que irá expor registros de intervenções artísticas através das lentes feitas em espaços públicos. Por fim, a atriz e poeta Milica San, integrante do grupo “A pombagem”, irá performar um dos atos do espetáculo “O Museu é a Rua”, proporcionando à população outros olhares sobre ocupação da rua.

Sobre o processo de viabilizar e discutir os aspectos da arte de rua e seus impactos nas comunidades, o artista Noite atenta para a falta de apoio e políticas de incentivo do Estado. 

“O acesso a arte, hoje, na Bahia, está melhor, mais aberto. A juventude está tendo mais acesso, mas isso é resultado de muito trabalho e resistência nossa. O evento é aberto ao público exatamente por isso, como forma de resposta ao que os nossos políticos, por exemplo, poderiam fazer constantemente. Diariamente vemos artistas que realizam suas obras com o que tem, na sua realidade sem apoio do Estado, mas estão lá fazendo”, alerta Noite. 

Rodas de conversa 

O coletivo realiza ainda, a partir das 18h, rodas de conversas depois das intervenções urbanas no formato de live, com a intenção de refletir sobre os aparelhos públicos de fruição cultural, como o museu. Neste domingo (14), a performer Milica San mediará um bate-papo com a museóloga Alana Alves e o artista Pedro Arcanjo. 

Para o próximo encontro, marcado para 21 de fevereiro, a ação receberá a museóloga Melissa Santos e o artista Hércules Bressy, em uma mesa mediada pela performer Ludmila Singa. As assistentes sociais Candeias Souza e Val Santos são as convidadas do último dia de atividades e protagonizarão um diálogo mediado por Fabrícia Rios, performer que também integra o grupo “A Pombagem”. 

Nestes dois últimos encontros, as praças dos bairros do Largo do Tanque e da Liberdade recebem ainda receberão intervenções públicas, seguindo os protocolos sanitários de higienização e distanciamento social contra a COVID-19. 

A realização da exposição é resultado de incentivo do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia via Lei Aldir Blanc.

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