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É no “Lamento” que Afroito abre os caminhos

Como aperitivo do seu 1º álbum de estúdio, Afroito lança faixa inédita que retrata a solidão e reflete sobre a perda de quem se ama/amou; Canção "Lamento" estreou nesta sexta-feira (12) e acompanha proposta audiovisual dirigida pelo próprio artista

Texto: Redação / Edição: Lenne Ferreira / Imagens: Divulgação

É no “Lamento” que Afroito abre os caminhos

12 de março de 2021

“Nêga, não vá! Nêga, não vá! Eu quero sambar mais tu!”. A força emocional da despedida e a súplica para não romper a construção de uma intensa relação vira na voz e dá o tom da alfaia, do pandeiro, da percussão corporal, do ganzá, do violino e do coro que acompanham o cantor pernambucano Afroito na canção “Lamento”. A música é acompanhada uma produção audiovisual lançada nesta sexta-feira (12) e abre os caminhos para o primeiro álbum de estúdio do artista, intitulado “Menga”. O disco, na íntegra, que bebe da fonte da música popular local, tem previsão para ser ouvido no próximo dia 26.  

A escolha para ser o primeiro single do novo trabalho se deu pela afinidade do artista com a vivência retratada na composição. Como produtor artístico, Afroito se identifica com os trabalhos mais viscerais, que contam sobre histórias que viveu, que vive e os frutos que nelas brotam; as lições. Tratando-se de “Lamento”, a abordagem se volta a questionar a solidão e como isso atravessa de forma subjetiva, de quem está sentindo e ouvindo a canção.

“É uma música que fala um pouco sobre se sentir sozinho e do porquê a gente tem medo disso, de não ter mais alguém e por essa pessoa ser vista em um lugar de perda na nossa vida. Por isso, quis tomar essa reflexão: Que corpos sentem medo de ficarem sozinhos? De onde partem essas reproduções? Onde acessa isso no corpo de quem está ouvindo?”, questiona Afroito. 

De composição própria, “Lamento” veio ao mundo de uma única vez. Aos poucos, o artista, apenas na voz e no pandeiro, foi mostrando aos amigos mais próximos e quem o acompanha nas redes sociais, o que acabou na percepção de que ela facilmente entrava para o gosto de quem a escutava e cantava seu refrão repetidas vezes. Tudo como uma forma de conexão e encontro com quem se propôs a amar o outro, quem se assemelha com algo que vivenciou no passado e acabou por projetar a dor em outra pessoa. 

A performer recifense Kildery IARA protagoniza o clipe

A performer recifense Kildery IARA protagoniza o clipe 

Buscando trazer a reflexão em duas vias, no visual e no auricular, a faixa ganha um clipe com roteiro, produção, direção geral e artística do cantor. O projeto toca o corpo de quem ouve, o que é demostrado na performance da multiartista Kildery IARA, que interpreta e executa a sinestesia proposta por Afroito e por ela. “Eu tentei dançar os 2500km de distância entre mim e meu amor, tentei mover como quem se equilibra ou procura dentro e fora de si. E digo tentei, pois é mesmo uma tentativa de traduzir ali e tentar criar um vocabulário que pudesse ser repetido sempre que precisasse, sem automatizar, sem perder o que gerava o movimento”, é o que conta, de antemão, a performer, diretora, artista visual recifense e integrante do Coletivo de arte Negra e Indígena (CARNI).

O projeto, que é fruto de incentivo da Lei Aldir Blanc, viabilizado pelo Governo de Pernambuco, também conta com produção executiva de Hévilla Marques e assistência de produção de Maristella Lourenço. 

Assista ao clipe na íntegra:

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