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Emicida faz discurso emocionante para Mano Brown em premiação: ‘Sem você, eu não existiria’

Líder dos Racionais MCs recebeu o prêmio de Ícone do Ano em cerimônia; Emicida relembrou primeiro encontro dos dois
Mano Brown e Emicida após a cerimônia que premiou o Ícone do Ano.

Foto: Luciana Prezia

7 de dezembro de 2023

Durante a cerimônia de premiação do Men Of The Year 2023, promovido pela revista GQ, Emicida entregou o troféu de Ícone do Ano a Mano Brown e emocionou a todos ao relembrar o primeiro encontro com os Racionais MCs e a influência do cantor na vida de jovens negros e pobres no Brasil. 

Antes de premiar o líder de um dos mais importantes grupos de rap do país, Emicida falou sobre a primeira vez que esteve no palco com os Racionais, na capital paulista.

“Há exatos 20 anos, em uma noite de quinta-feira fria em São Paulo, a gente tinha uma temporada na Galeria Olido. O Kamau apresentava, a Central Acústica tocava, tava lá eu, o Rashid e o Projota, sonhando em  fazer freestyle. (…) Você colar foi não só uma injeção de ânimo para nós: moleques pretos e pobres, você fundiu dois universos e fez todo mundo pensar ‘se ele tá aqui, nós também pode tá lá. A partir daquele momento não inspirou só eu, inspirou uma geração inteira. Agora com 50 anos de hip hop é fácil dizer que você salvou vários. (…) Sem você, eu não existiria”, disse o cantor, durante o discurso.

Por sua vez, Mano Brown, ao receber o troféu, chamou ao palco os demais integrantes do grupo, KL Jay, Ice Blue e Edi Rock e  ressaltou a importância de lutar por mudanças, sobre o passado e como se sentia diante das dificuldades de ser um homem negro e periférico que sonhava em viver de rap. 

“Quantas vezes eu me senti menos homem. Quantas vezes eu tive que lutar para me sentir homem. Quantas vezes a Eliane colocou seis reais do lado do meu travesseiro para que eu pudesse sair e procurar emprego. Notas de dois, notas de um. Esses 35 anos, quantas coisas a gente passou… Eu também não me imaginava aqui, igual o Emicida. (…) Mas eu entendo também que tenho que abrir espaço para que outras gerações venham. Me sinto representado por vocês. Cabelinho, Mítico, Emicida”, afirmou.

  • Patricia Santos

    Jornalista, poeta, fotógrafa e vídeomaker. Moradora do Jardim São Luis, zona sul de São Paulo, apaixonada por conversas sobre territórios, arte periférica e séries investigativas.

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