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Museu do Ceará promove arte urbana para celebrar cultura afro-brasileira

Painéis artísticos celebram os 20 anos da lei que inclui no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-Brasileira"
A imagem mostra uma arte grafitada em uma parede do Museu do Ceará

Foto: Reprodução/Secult Ceará

17 de fevereiro de 2024

O Museu do Ceará (Musce) lançou o projeto “Museu vivo, cidade e pessoas: Arte Urbana como dispositivo de ressignificação do Anexo Bode Ioiô – Museu do Ceará”, em colaboração com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE). O projeto, que conta com a participação de artistas, pesquisadores e educadores, realiza intervenções artísticas nos portões e no interior do Anexo Bode Ioiô, atual sede do Musce, até 24 de maio.

Os painéis artísticos celebram os 20 anos da Lei no 10.639/2003, que incluiu no currículo nacional a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira”, sendo uma representação da diversidade racial e cultural e promovendo a valorização da história da população negra no Brasil.

Raquel Caminha, gestora do Museu do Ceará, destaca que o Musce se compromete em romper com a perspectiva da ‘história única’ ao recontar fatos e ressignificar conteúdos para incluir de forma positiva a história da população negra no desenvolvimento do Ceará e do Brasil.

O projeto, que faz parte da iniciativa do Musce em se conectar com a sociedade cearense, contou com a parceria do Grupo Meio Fio de Pesquisa e Ação (GMFPA), que desde 2008 promove práticas reflexivas em arte pública. O objetivo é transformar o Museu em um espaço que promova a reconexão com a sociedade cearense, envolvendo artistas de rua e movimentos sociais.

Artistas como Miguel Naturê, Hirlan Moura, Bruna Acioly e Nick Pereira participaram das intervenções, incorporando elementos significativos da cultura afro-brasileira, como máscaras africanas, o movimento “Black is Beautiful”, referências ao Bumba meu boi e a celebração do Carnaval como instrumento de resistência e visibilidade para ícones negros historicamente negligenciados.


As intervenções, que incorporam elementos da cultura afro-brasileira, como máscaras africanas e referências ao Carnaval, têm como objetivo ressignificar o espaço cultural e promover o diálogo com diferentes públicos. O projeto ficará em exposição até maio de 2024. Para mais informações, acesse.

  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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