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Obras de mulheres negras do século 19 são digitalizadas em exposição afro-brasileira

Além da mostra, uma série de três episódios será exibida nas redes sociais
Imagem mostra o retrato de uma mulher negra capturado entre os séculos 19 e 20.

Foto: Divulgação

22 de janeiro de 2024

Retratos de mulheres negras capturados em meados do século 19 e do começo do século 20, receberam intervenções de pintura digital pelas mãos da artista Amanda de Souza. As imagens estão em uma exposição afro-brasileira em Pernambuco, na Capela do Engenho Massangana, equipamento cultural da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) e lugar de batismo do abolicionista.

O conjunto arquitetônico abriga hoje um centro cultural e museológico. Além das visitas espontâneas, o Parque Nacional da Abolição, que abriga a instituição, recebe diversos estudantes para programas educativos.

As fotografias, digitalizadas recentemente no acervo do Centro de Estudos da História Brasileira (Cehibra), receberam elementos da Jurema Sagrada, religião afro-indígena da qual é a artista é praticante.

Jurema Sagrada é uma religião indígena também influenciada pela fé cristã e afro-religiosa, com mestres que incorporam espíritos que curam e aconselham os praticantes. 

“As mulheres, cujos retratos foram extraídos desse acervo, não têm registro dos seus nomes. Além disso, a maioria delas era ama de leite. Nesse meu trabalho eu procurei subverter a imagem e o significado disso. Para mim, isso é usar a tecnologia a serviço da tradição“, explica Amanda de Souza em nota à imprensa.

Além da mostra afro-brasileira, uma série pocket em três episódios também será exibida nas redes sociais. O conteúdo dos vídeos será sobre o processo de criação das pinturas, desde a escolha dos retratos, passando pelas intervenções digitais até a importância social das peças. A produção ainda não possui data de lançamento.

  • Mariane Barbosa

    Curiosa por vocação, é movida pela paixão por música, fotografia e diferentes culturas. Já trabalhou com esporte, tecnologia e América Latina, tema em que descobriu o poder da comunicação como ferramenta de defesa dos direitos humanos, princípio que leva em seu jornalismo antirracista e LGBTQIA+.

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