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Projeto ‘Direito à Memória’ resgata história de figuras negras do Amazonas

5 de fevereiro de 2020

Por: Karine Pantoja

Reivindicar lugares na memória da cidade de Manaus e compreender a identidade de 12 figuras negras invisibilizadas na história do Amazonas. Essa é a proposta do projeto “Direito à Memória”, que reúne documentário, filme, fotografia e ocupação urbana com colagens de lambe pelo município.

O objetivo é pesquisar pessoas negras e amazonenses que fizeram parte da história do estado a fim de dialogar e popularizar informações que auxiliem os moradores de Manaus a enxergar a grandeza de sua ancestralidade.

A idealizadora do projeto, a artista visual e produtora audiovisual Keila Serruya, conta que em Manaus a população negra é invisibilizada pelo racismo estrutural.

“Nossa região insiste diariamente que não existem pessoas negras por aqui, essa insistência é uma das partes mais cruéis do racismo estrutural que nos mata, de forma física ou epistemológica, como corpo ou como pensamento e cultura. Querem nos invisibilizar de todas as formas. Compreender-se como indivíduos negros é um ponto inicial para construir uma auto imagem poderosa”, afirma.

Etapas e ações

O projeto “Direito à Memória” se divide em três etapas construídas em um processo de pesquisa, gravações, ocupação das ruas, informações e obras difundidas na internet e exposição em galeria de arte.

A primeira etapa consiste em buscar conversas e registros em textos, fotos e vídeos. Será feito um trabalho de pesquisa que busca encontrar pessoas negras mobilizadoras sociais e que foram pioneiras na história de Manaus. As figuras vivas serão registradas e terão suas histórias reivindicadas por meio da iniciativa.

A segunda etapa será composta pela ocupação urbana por meio da colagem de lambes pela cidade. A terceira e última etapa, por sua vez, será a exposição dos registros feitos nas etapas anteriores.

“As três etapas vão desde a idealização do projeto, como sua execução na rua, na galeria de arte e nas escolas. Manaus precisa olhar-se no espelho e ver a grandeza histórica da pele preta”, explica Keila Serruya.

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