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Quadrinista negra May Solimar vai ilustrar prioridades brasileiras no G20

Quadrinhos serão disponibilizados semanalmente no site oficial do G20 e abordarão temas relacionados
Na imagem, a quadrinista May Solimar.

Foto: Reprodução / G20

27 de maio de 2024

A quadrinista, designer e publicitária May Solimar será responsável por representar os temas globais e as prioridades do Brasil no “G20 em Quadrinhos”. A partir da perspectiva de uma mãe negra brasileira, a artista irá explorar pautas como o clima, sustentabilidade e combate às desigualdades sociais.

Buscando relatar, de modo acessível e impactante, os assuntos que ocupam o centro das discussões globais, a ação pretende mostrar como os debates do G20 impactam a vida das pessoas em todas as partes do mundo.

O material será produzido em três idiomas e enviado semanalmente aos assinantes da G20 News, o boletim informativo distribuído via e-mail. Os quadrinhos também serão publicados no site oficial do Fórum.

Para a quadrinista, as narrativas das ilustrações tornam o debate mais acessível, por facilitarem o entendimento de alguns temas. “Às vezes, a pessoa não está conseguindo ler um texto muito grande, mas precisa de informações mais rápidas. O desenho é simples e em quatro quadrinhos a gente consegue contar uma situação”, explicou Solimar ao portal de notícias do G20.

A ilustradora contou que os quadrinhos são uma forma útil de compartilhamento de ideias, considerando principalmente o cenário de “infinidade de informações” e a falta de tempo hábil para a leitura. “A pessoa simplesmente pode ler a tirinha e compartilhar. As tirinhas podem ajudar a trazer mais pessoas para o entendimento de alguns temas”.

As ilustrações de May Solimar retratam cenas cotidianas de uma mãe negra moradora da cidade de São Paulo, e alertam para questões de desigualdades raciais e de gênero, além do combate às mudanças climáticas e a defesa dos direitos humanos.

“Minhas ilustrações e meus quadrinhos são muito voltados ao desabafo de situações que eu vivenciei ou que eu ouço alguém contar. Acho que ela é política exatamente por trazer a vivência como uma mulher negra, vivendo numa sociedade racista, machista. Trago muito disso dentro das minhas artes para levantar essa discussão e trazer reflexões e debates”.

  • Verônica Serpa

    Graduanda de Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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