Para a co-deputada estadual Robeyoncé Lima (PSOL-PE), apesar da expressiva vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Nordeste brasileiro, ainda há muito a fazer. Em Pernambuco, por exemplo, Robeyoncé destaca que, por mais que se trate de uma eleição histórica – devido à representatividade feminina –, o bolsonarismo na Alepe ainda é forte, bem como na Câmara Federal.
“Conseguimos derrubar Bolsonaro no segundo turno, mas derrubar o bolsonarismo no parlamento ainda será difícil. Teremos dificuldades reais, mas o povo pede ativismo judiciário imediato para a tomada de decisões que garantam a democracia”, salienta.
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Raquel Lyra (PSDB) e Jerônimo Rodrigues (PT), governadores eleitos em Pernambuco e na Bahia, respectivamente | Imagem: Reprodução
Na primeira eleição com duas mulheres concorrendo ao governo do estado de Pernambuco no segundo turno, Raquel Lyra (PSDB) foi eleita à frente de Marília Arraes (Solidariedade). Já na Bahia, em uma virada histórica sobre o que apontavam as pesquisas no primeiro turno, o candidato Jerônimo Rodrigues (PT) venceu ACM Neto (União Brasil) para o governo da Bahia.
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Sobre a derrota de ACM Neto na Bahia, Vilma Reis (PT) pontuou que as diversas polêmicas envolvendo a heteroidentificação do candidato podem ter prejudicado sua campanha.
“A situação de ACM Neto evidencia mudanças: não se pode brincar com a questão racial em um país como o Brasil. Não é possível brincar, pois é uma questão fundamental no nosso debate”, enfatiza.
Sobre a vitória de Lula, Vilma salienta que é necessário lembrar que foram as mulheres negras os principais agentes de transformação de votos, e que esse público precisa ser valorizado pelo presidente eleito.
“Quem está dando a vitória a Lula é o povo negro, periférico, quilombola, indígenas,comunidade LGBTQIAP+ e principalmente as mulheres negras. Nós existimos e mostramos nas urnas que somos a maioria”, finaliza.
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