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MP questiona Prefeitura de SP sobre rejeição do uso de câmeras corporais na GCM

Questionamentos do MPSP coincidem com tramitação de proposta que pretende alterar o nome da GCM para Polícia Metropolitana
Foto mostra agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) em evento no centro de São Paulo.

Foto mostra agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) em evento no centro de São Paulo.

— Reprodução / Governo de São Paulo

27 de fevereiro de 2025

O Grupo de Atuação Especial de Segurança Pública e Controle Externo da Atividade Policial (GAESP), do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), oficiou o secretário de Segurança Urbana da capital paulista, Orlando Morando, para prestar esclarecimentos sobre a rejeição do uso de câmeras corporais na Guarda Civil Metropolitana (GCM).

Segundo o órgão, a recusa teria ocorrido em declarações do secretário, que negou a utilização dos dispositivos. O ofício, assinado pelo promotor Daniel Magalhães, questiona se há alguma decisão formalizada sobre a negativa do uso das câmeras corporais na GCM.

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O documento também indaga qual é o plano da gestão para a implementação dos equipamentos no efetivo da Guarda Civil Metropolitana, com o objetivo de cumprir a portaria do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), emitida em maio de 2024, que regulamenta o uso das câmeras pelas forças policiais.

O MPSP pede que Morando esclareça se há alguma dotação orçamentária na pasta para a implementação das câmeras pela corporação e se existe algum plano piloto para a adoção da política.

Ricardo Nunes quer que GCM se torne ‘Polícia Metropolitana’

Os questionamentos do MPSP ocorrem em meio às discussões sobre a Guarda Civil Metropolitana da cidade de São Paulo. Após o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizar as guardas municipais a realizarem policiamento urbano, no dia 20 de fevereiro, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) anunciou que a corporação passará a se chamar “Polícia Metropolitana”.

De acordo com a determinação do STF, os agentes municipais estão autorizados a realizar policiamento ostensivo e comunitário, além de intervirem em condutas lesivas a pessoas, bens e serviços, bem como efetuar prisões em flagrante.

A proposta de Nunes já tramita na Câmara Municipal de São Paulo, por meio do Projeto de Emenda à Lei Orgânica apresentado pela vereadora Edir Sales (PSD). O projeto foi aprovado em primeira votação, mas sua tramitação foi adiada após a bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) apresentar um texto substitutivo na última quarta-feira (26).

Para a vereadora e líder da bancada do PT, Luna Zaratini, é necessário discutir outros pontos envolvendo a GCM, como a criação de uma ouvidoria externa e independente para a apuração de eventuais abusos.

A previsão é que a votação seja realizada após o Carnaval. Por ser um Projeto de Emenda à Lei Orgânica, o texto precisa passar por duas votações e ser aprovado por dois terços dos parlamentares.

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  • Verônica Serpa

    Graduanda de Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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