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‘Ouço que a esquerda deve voltar para a base, mas nós, mulheres negras, vivemos na base’

Vilma Reis, pré-candidata à Prefeitura de Salvador, fez a declaração durante mesa de conversa no Fórum de Resistência Democrática, no Rio de Janeiro

3 de setembro de 2019

A socióloga, ex-ouvidora geral da Defensoria Pública da Bahia e pré-candidata à Prefeitura de Salvador, Vilma Reis, defendeu que a posição das mulheres negras na sociedade deve ser considerada nos debates políticos.

“Ouço que a esquerda deve voltar para a base, mas nós, mulheres negras, vivemos na base”, disparou.

A declaração foi feita durante participação na mesa de conversa “Gênero, Raça e Classe”, no Fórum de Resistência Democrática, na cidade do Rio de Janeiro, em 27 de agosto.

Ao falar sobre a sua pré-candidatura à prefeitura da capital baiana e a atual conjuntura política, Vilma Reis destacou que embora a presença de pessoas negras em espaços de poder seja pedagógica, não deve ser uma presença pacífica.

“Não cabe presença negra mansa em cenários violentamente controlados pelo racismo. Lembrando Erica Malunguinho, afirmo que o tempo é de reintegração de posse e o povo negro não vai recuar”, afirmou.

“Para terminar, cito aqui o conceito de feminicídio político para lembrar que mortes políticas precisam ser respondidas com a nossa resistência. Foi um feminicídio político que nos tirou Marielle Franco”, acrescentou.

A deputada estadual Renata Souza (PSOL-RJ) também participou da mesa e completou a fala de Vilma Reis ao defender que o conceito de feminicídio político seria amplamente conhecido se tivesse sido apresentado por um homem branco.

“Se o conceito tivesse sido abordado por um homem branco do Direito, já estaria na boca de todos aqui. Porque o epistemicídio é óbvio no que diz respeito à produção de conhecimento da mulher preta. Conhecimento que vem a partir da realidade concreta, da vivência real da violência”, argumentou.

Diálogo com a periferia

Para a deputada estadual Renata Souza (PSOL-RJ), a esquerda também deve atuar em conjunto com a população periférica.

“Temos que falar da esquerda porque é esse o lugar que tem compromisso com a gente. A esquerda tem o desafio, na costura política, de pensar em estratégias com o povo periférico, em vez de fazer para o povo periférico”, concluiu.

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