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Oxfam promove debate para discutir dados de raça e gênero das eleições

O debate foi feito em parceria com o Instituto Alziras e o Instituto de Estudos Sociais e Políticos da UERJ com o objetivo de analisar os resultados eleitorais, principalmente dados referentes a raça e gênero

Imagem: Victor Oliveira/Alma Preta

Foto: Imagem: Victor Oliveira/Alma Preta

5 de outubro de 2022

Nesta terça-feira (4), a Oxfam realizou a transmissão do debate ‘Raça e Gênero na Política: um balanço das eleições de 2022’, com uma análise dos primeiros resultados eleitorais, em que convidados refletiram sobre os avanços e desafios que ainda restam para ampliar a representatividade na política. Nessas eleições, foram eleitos 135 deputados e deputadas federais negras, dessa forma, de cada seis parlamentares, em média, uma será mulher, e um em cada quatro será negro, de acordo com levantamento da organização. Apesar da ampliação na representatividade, o resultado demonstra largas desigualdades proporcionais. 

O evento é uma ação da Oxfam Brasil, em parceria com o Instituto Alziras e o Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (IESP-UERJ), com o objetivo de fazer uma análise preliminar dos resultados eleitorais, levando em conta as mudanças geradas pela mini reforma política, as decisões recentes do TSE e paridade de raça e gênero e os apontamentos extraídos dos últimos estudos.

Durante a conversa, transmitida nas redes da Oxfam, os convidados João Ferez, professor no IESP-UERJ; Roberta Eugênio, co-diretora do Instituto Alziras e Tauá Pires, coordenadora de Justiça Racial e de Gênero da Oxfam Brasil, debateram sobre a composição do congresso a partir das eleições de 2022 e o que isso representa para o desenvolvimento da representatividade política nacional. 

Para Roberta Eugênio, a eleição de 2022 foi histórica para pessoas negras e mulheres, embora o crescimento não tenha sido na proporção esperada. “Em comparação a 2018, a lei foi sendo aprimorada e contribuiu sem dúvida para este cenário”, completa. A bancada feminina na Câmara dos Deputados saltou de 77 para 91, entre 513 parlamentares, com um aumento de 18%. 

João Ferez comenta que a maior injustiça da democracia é a possibilidade que alguns têm em transformar dinheiro em poder político. “Isto está ligado às questões racial e de gênero e todas as medidas que a gente toma para tornar o sistema democrático mais justo são em sua maioria voltados para evitar que quem tem muito possa traduzir aquilo em poder político”, completa o analista político.

Para introduzir e alimentar o debate, dois relatórios foram utilizados como base. O primeiro é o relatório ‘Desigualdade de Gênero e Raça na Política Brasileira’, produzido pela Oxfam Brasil e o Instituto Alziras. O documento traça uma análise comparativa do perfil das candidaturas e das pessoas eleitas para o poder executivo e legislativo municipal com recorte de gênero e raça entre 2016 e 2020, levando em conta  escolaridade, profissão, filiação partidária, distribuição regional e porte de municípios, a partir de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Já o segundo relatório, se trata da pesquisa ‘Candidaturas Negras para Cargos Proporcionais no Brasil’, apoiada pelo Instituto de Referência Negra Peregum, e realizada pela equipe do Laboratório de Estudos da Mídia e Esfera Pública do IESP-UERJ. O objetivo principal do documento é identificar as barreiras e obstáculos enfrentados por candidaturas negras para o cargo de deputado/a federal no Brasil de hoje, e também as motivações e concepções de representação política que as animam, pois elas tem tudo a ver com a maneira como enfrentam as adversidades surgidas ao longo do processo político-eleitoral.

A live do debate, que ocorreu nesta terça-feira (4), pode ser assistida neste link.

Leia também: Eleições evidenciam desigualdade racial na política

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