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Douglas Belchior lança plataforma para receber propostas da população

“Faremos Palmares de Novo” é uma consulta popular sobre políticas públicas antirracistas; lançamento da plataforma aconteceu em São Paulo com lideranças do Movimento Negro

 

lançamento da plataforma Faremos Palmares de novo

Foto: Imagem I Alma Preta Jornalismo

10 de julho de 2022

A construção de políticas públicas antirracistas, de proteção à população negra e de combate à desigualdade social por meio de propostas e ideias apresentadas pela internet é o objetivo da plataforma “Faremos Palmares de Novo”, lançada pela equipe da pré-candidatura do educador Douglas Belchior, para deputado federal, na última sexta-feira, dia 8 de julho, durante um evento com lideranças do Movimento Negro, parlamentares, artistas, intelectuais e representantes das religiões de matriz africana.

A plataforma, que já está no ar, tem três eixos possíveis de temas para apresentar propostas. As contribuições selecionadas e que estiverem de acordo com a agenda da Coalizão Negra por Direitos, farão parte do projeto político defendido por Douglas Belchior,  fundador da UneAfro Brasil, nas eleições de outubro.

O primeiro eixo de propostas é sobre desenvolvimento social com justiça racial, justiça climática e de gênero. O segundo eixo é para ideias sobre desenvolvimento econômico, científico, acesso à terra, território e clima. O último eixo é com foco nas ideias sobre a refundação do Estado, após os últimos anos de ataques à democracia e redução de direitos.

Além de promover o debate de ideias sobre o país e o combate ao racismo, a plataforma também é uma iniciativa de fomento para promover a mobilização e a participação popular.

“Porque a única forma do povo preto, pobre e trabalhador ser prioridade para o Estado é ocupando a política. E se somos a maioria da população brasileira, também temos que ser maioria nos espaços de representação política”, disse Douglas Belchior.

O evento de lançamento da plataforma contou a  participação da sociológa Suelaine Carneiro, autora do livro ‘Violência Racial: uma leitura sobre os dados de homicídios no Brasil’;   Railda Alves, fundadora da Amparar e militante dos Direitos Humanos,  da professora Ellen Lima Souza, do doutor em linguística e babalrixá Sidnei Nogueira, autor do livro “Intolerância Religiosa, da coleção Feminismos Plurais; do ator e diretor Sidney Santiago Kuanza, do documentário “Negror em paisagens”, sobre o genocídio do jovem negro no Brasil e o influencer digital Roger Cipó.

O ator e diretor Sidney Santiago Kuanza declarou que a união da população negra tem força suficiente para mudar os rumos do país e que é a hora de dividir o sonho de mudança e engrossar a luta contra o genocídio do povo negro.

Representando o MNU (Movimento Negro Unificado), Regina Santos e Milton Barbosa, entidade que completou 44 anos este mês, destacaram que a luta da população negra organizada sempre teve forte mobilização da militância, que tomava as ruas e crescia na divulgação e nas trocas de ideias no corpo-a-corpo.

Na avaliação de Regina, os brasileiros estão engajados e ansiosos por mudanças, os setores mais populares do país são os primeiros a serem atingidos pela política fascista de extermínio dos negros.

O influenciador digital Roger Cipó avaliou que as pessoas negras do campo progressistas que tem muitos seguidores nas redes sociais precisam se engajar mais politicamente e apoiar as candidaturas antirracistas vindas do Movimento Negro, além de divulgar a plataforma “Faremos Palmares de Novo”. 

A Coalizão Negra por Direitos também promove a ação “Quilombo dos Palmares”, uma iniciativa para eleger mais parlamentares negros, em todo o país, que estão vinculados com as lutas do Movimento Negro para ampliar a qualidade e a participação de representantes da população negra, que segundo o IBGE é 56% da população, nas construção das leis.

O nome da plataforma foi inspirados em um poema do poeta baiano José Carlos Limeira, que diz: “Por menos que conte a história, eu não me esqueço meu povo. Se Palmares não existe mais, faremos Palmares de novo”. 

O poema faz referência ao Quilombo dos Palmares, na Serra da Barriga, um dos principais territórios de luta e resistência contra a escravidão no Brasil e que chegou a ter cerca de 20 mil habitantes. O quilombo ficava em áreaa que hoje é no estado de Alagoas e existiu até 1694. O general Zumbi foi grande líder o quilombo. 

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