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Quilombo Periférico: “Por um SP sem racismo”

Com três militantes de movimentos sociais, Quilombo Periférico (PSOL-SP) lança candidatura coletiva à ALESP; a principal pauta do coletivo é a luta contra o racismo

Imagem: Alma Preta com Reprodução/Quilombo Periférico

Foto: Imagem: Alma Preta com Reprodução/Quilombo Periférico

27 de setembro de 2022

Com mandato coletivo, que reúne três militantes de movimentos sociais, a candidatura do Quilombo Periférico pelo PSOL para deputado estadual pretende levar pautas da população negra, periférica e LGBTQIAP+ para a Assembleia Legislativa. Fazem parte da chapa o baba Julio César, que é assistente social e mestre em Serviço Social; a professora Vânia Pereira, que integra a Apeoesp, o conselho de mulheres de Mogi das Cruzes; e Célia do MST, que trabalha pelo movimento da moradia e fornece alimentos saudáveis para escolas de Cajamar.

Julio é co-vereador no mandato do Quilombo Periférico na Câmara Municipal de São Paulo e será o nome nas urnas, já que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não reconhece os mandatos coletivos. Ele afirma que a proposta é dar continuidade no projeto que já existe na Câmara, avançando na pauta de denunciar o racismo institucional, defendendo as periferias, além de ser uma resposta ao bolsonarismo e conservadorismo. “O movimento social constrói mentes e corações para lutas anticapitalismo”, afirma.

O mandato pretende lutar em defesa de mulheres, crianças e adolescentes, da população LGBTQIAP+ e comunidades de terreiro.

Trajetória

Filho de uma ialorixá, Sueli Eugênia, Julio milita desde os 13 anos, quando integrou o fórum regional das crianças e adolescentes. Trabalhou no escritório do ex-deputado federal Luiz Eduardo Greenhalgh (PT), foi educador e conheceu Douglas Belchior, integrante da Coalização Negra por Direitos Humanos. Atuou também como conselheiro tutelar, de 2011 a 2016, faz parte da direção estadual do Conselho Estadual de Serviço Social, estudou o genocídio da população negra no mestrado e participou do Encontro internacional da Coalização por Direitos Humanos. “Nosso corpo está em luta. Sou um homem negro, gay, de axé e é meu dever defender o nosso axé, os direitos religiosos, a pauta negra e LGBT”, diz.

Morador do bairro Lajeado, que fica no distrito de Guaianases, em São Paulo, Julio lembra que há um aumento da violência social e que a luta do Quilombo Periférico é por uma São Paulo sem racismo. “Nosso mandato será a serviço da vida. Nosso projeto é combater racismo institucional, defender políticas de cotas, defesa da laicidade do estado. Faremos um mandato com movimentos sociais e movimentos populares”, promete.

Uma das propostas é replicar o projeto de fomento, com uma proposta para a periferia, para que o fundo de cultura chegue. “Faremos também a revisão do funcionamento das instituições de proteção a crianças e adolescentes ameaçados de morte e equalização de salários de conselheiros tutelares”, afirma.

Além de Douglas Belchior, a candidatura é apoiada pela professora Aldaiza Spozatti (USP), Babá King, professor Sidnei Nogueira, Doutor Hédio Silva, entre outros. Julio lembra que a candidatura recebeu apoio pequeno do PSOL, mas que têm feito uma estratégia de ir para a rua e fazer o debate político.

Questionado sobre o mandato coletivo, que já teve histórico de problemas em outras ocasiões, Julio garante que no Quilombo Periférico cada um cuida de uma pauta. “Não temos treta, temos afeto para construção política”, diz, ressaltando que é apoiado pelo seu mandato na Câmara Municipal e, caso não seja eleito deputado, volta a ser co-vereador.

O candidato pede os votos da juventude, idosos, periferias e lembra da necessidade de as pessoas votarem em candidaturas de quem é da quebrada, e sempre lutou por seus territórios. “Vote 50020 para fazermos uma luta por princípios irrevogáveis”, pede.

Leia também: Matheus Gomes: “O racismo não pode mais ser tradição”

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