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Religiões de matriz africana declaram apoio e cobram agenda com Lula

Ex-presidente enviou carta para os religiosos com destaque para a necessidade de defender a democracia

Lideranças de terreiro sem encontram no II Egbé, encontro nacional dos povos de terreiro.

Foto: Foto: Pedro Borges

5 de junho de 2022

Lideranças de terreiro declararam apoio ao ex-presidente Lula ao fim do II Egbé, encontro nacional dos povos de terreiro. O evento ocorreu entre os dias 2 e 5 de junho, no Sesc Venda Nova.

Em carta lida por Makota Celinha, uma das organizadoras da atividade, os religiosos cobraram uma agenda com Lula e a participação dos povos de terreiro na construção do plano de governo do petista.

“Nós precisamos de um encontro com o Lula para construirmos uma política real”, disse Baba Dyba, presidente da Rede Nacional de Religiões Afro Brasileiras e Saúde, em entrevista para a Alma Preta.

Os principais temas debatidos durante o evento foram o enfrentamento à intolerância religiosa, o fortalecimento dos povos de terreiro e a conjuntura política vivida pelo país.

O ex-presidente Lula não compareceu e enviou uma carta de saudação para o II Egbé. Ele também destacou que a democracia brasileira está em risco e um dos sintomas disso é a intolerância religiosa e o racismo. Lula fez um convite para os povos de terreiro se mobilizarem para a derrotarem o atual chefe do executivo e adversário do petista.

“Não daá pra conceber pai ou mãe de santo de direita. Na esquerda é onde temos campo para atuar”, afirmou Baba Dyba.

Ele reitera, contudo, que o ex-presidente Lula deve fazer acenos mais concretos às religiões de matriz africana. “Não cabe a vergonha de estar com os terreiros e temer perder o voto dos neopetencostais”, explica. A ausência de Lula no II Egbe não foi bem avaliada pelas lideranças presentes. O convite ao ex-presidente foi feito há 4 meses.

Os povos de terreiro também sinalizaram a importância de se reconstruir espaços como a Seppir, criada na primeira gestão do ex-presidente Lula. “Nós queremos um ministério, com orçamento de ministério”, argumentou Felipe Brito, da Ocupação Cultural Jeholu.

Makota Celinha salientou a importância da atividade, que reuniu cerca de 400 pessoas de todas as regiões do país. “Precisamos criar estrategias de resistencia diante do fascismo. O Egbé é isso, encontro das lideranças nacionais de terreiro”. Organizações de movimento negro como MNU, Conen e Unegro também estiveram presentes.

Foram apresentadas também moções, como a de apoio ao vereador de Curitiba, Renato Freitas (PT). Ele é alvo de um processo de cassação por parte da Câmara de Vereadores de Curitiba.

Temas como racismo ambiental, intolerância religiosa, fomento de políticas públicas às religiões de matriz africana foram debatidos durante o II Egbé.

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