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Wesley Teixeira: “A voz da Baixada Fluminense na ALERJ”

Candidato a deputado estadual pelo PSB-RJ quer levar à ALERJ projetos de valorização da juventude negra, educação, liberdade religiosa e combate à fome

Imagem: Alma Preta com Reprodução/Wesley Teixeira

Foto: Imagem: Alma Preta com Reprodução/Wesley Teixeira

30 de setembro de 2022

Aos 26 anos, Wesley Teixeira é um jovem negro do Morro do Sapo, Baixada Fluminense do Rio de Janeiro. Evangélico, defensor dos direitos humanos e educador popular, ele participa ativamente de diversos movimentos sociais vinculados ao combate ao racismo, à fome e em defesa da juventude periférica. 

Pela segunda vez tentando um cargo eletivo, sua primeira campanha foi em 2020 para vereador, ele aposta na mobilização da população da Baixada Fluminense para chegar à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ). Durante a pandemia, Wesley foi uma figura muito ativa no enfrentamento aos impactos e esteve à frente dos processos de distribuição de cestas básicas e de conscientização da população nesse território. 

Com grande incentivo da mãe para que concluísse os estudos, sua atividade política começou aos 12 anos no grêmio da escola. Junto a outros estudantes, Wesley se organizou para fazer do ambiente escolar um espaço mais agradável diante de um cenário de grande evasão e de poucas atividades culturais. Assim, ele conta que a partir do movimento secundarista foi tendo mais contato com outros colégios, participando de manifestações e se aprofundando no debate sobre a defesa da educação pública, gratuita e de qualidade.

“No movimento secundarista eu comecei a participar de manifestações e conhecer outras escolas, ali eu percebi que vários problemas que enfrentávamos como estudantes eram comuns”, conta. 

Wesley Teixeira também pontua a importância que o ambiente religioso teve na sua formação. Foi através da igreja o seu primeiro contato com atividades ligadas à oratória, aproximação com a comunidade e trabalhos de impacto social. 

“Parte fundamental da minha política é na igreja, foi lá que aprendi a falar em público e considero um espaço muito de acolhimento para pessoas pobres. É a igreja que muitas vezes consegue alimento, casa e que faz esse trabalho de acolhimento com os mais vulneráveis”, relata o candidato.

Ele considera que seu primeiro entendimento sobre a política institucional foi quando se envolveu nas mobilizações contra a redução da maioridade penal na cidade do Rio e em Brasília. Cada vez mais próximo dos movimentos sociais, participou da construção do pré-vestibular +Nós e do jornal Voz da Baixada. 

Wesley Teixeira conta que o objetivo principal desses dois feitos era para que pudessem incidir no acesso de pessoas periféricas à universidade e de consolidar outras narrativas na mídia sobre a Baixada Fluminense. 

“Montamos um pré-vestibular chamado +Nós na intenção de que nós, pessoas periféricas, entrássemos na universidade. Montamos também um jornal, porque outro lugar que a gente não ocupava era na mídia. A Baixada Fluminense é muito invisibilizada, as pessoas não sabem o que acontece aqui e quando se fala da baixada, só se fala desse aspecto da violência. As histórias positivas do nosso território não são contadas”, afirma. 

Na intenção de contar a história da baixada na perspectiva das pessoas que ali viviam, foi conhecendo uma rede de pessoas do território e articulou a criação do Movimenta Caxias. A organização é formada por  jovens da baixada muito vinculada ao movimento negro como o MNU e a Coalizão Negra por Direitos. 

Sobre sua possível atuação na ALERJ no próximo ano, Wesley Teixeira conta que deseja levar para a política institucional um mandato transversal com o antirracismo como base. Ele pontua que o antirracismo será uma pauta importante para a consolidação de políticas para a educação e para o combate às desigualdades.

“Dois temas são fundamentais pra gente atravessados pela plástica do antirracismo. O antirracismo construindo o debate de educação e um debate de desigualdade, assim, acredito que conseguiremos incidir no campo da primeira infância, saúde, combate à fome, empregabilidade, transferência de renda, meio ambiente e pelas liberdades religiosas”, relata.  

Além disso, ele também expressa seu desejo de estar a frente das comissões parlamentares na ALERJ como a Comissão de Segurança Alimentar, Comissão de Desenvolvimento Regional, Comissão de Educação e Comissão de Combate à Discriminação, caso seja eleito no próximo domingo.

Leia também: Douglas Belchior: “O movimento negro tem que ser a direção política do campo popular”

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