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Desconstruindo o ‘negging’: empatia e relações sadias para corpos pretos

Em relações interraciais, esse comportamento pode estar associado a estereótipos racistas que buscam diminuir o valor do parceiro preto
Imagem mostra o retrato de um homem negro vestindo uma camiseta preta sobre um fundo laranja.

Foto: Freepik

11 de janeiro de 2024

Por: Felipe Ruffino*

Em um mundo onde o respeito e a empatia devem ser as bases de qualquer relacionamento, algumas práticas negativas, como o “negging”, ainda persistem. Essa estratégia consiste em elogiar alguém ofendendo, desmerecendo suas conquistas ou ideias, muitas vezes desde o primeiro encontro. Infelizmente, alguns homens pretos adotam essa tática, o que reforça estereótipos prejudiciais e contribui para dinâmicas relacionais tóxicas.

O “negging” é uma forma sutil de manipulação, onde o uma pessoa procura minar a autoestima da vítima para mantê-la vulnerável. Em relações interraciais, esse comportamento pode estar associado a estereótipos racistas que buscam diminuir o valor do parceiro preto. Para evitar cair nessa cilada, é fundamental reconhecer os sinais desde o início.

Ao identificar comentários que parecem elogios, mas carregam uma carga negativa, é crucial manter a autoconfiança e não aceitar menos do que se merece. A desconstrução do “negging” começa com a valorização de suas próprias conquistas e reconhecimento do próprio valor, independentemente do que os outros possam dizer.

Aprofundando essa discussão, é importante destacar a relevância de uma comunidade preta unida, que apoie e empodere uns aos outros. A empatia por corpos pretos, independentemente de sua sexualidade, é um passo significativo na construção de relacionamentos saudáveis. Isso envolve compreender as complexidades das experiências raciais e ser solidário na luta contra estereótipos prejudiciais.

Relacionar-se com respeito e empatia é um direito que todos merecem. Desenvolver a habilidade de identificar e rejeitar o “negging” é crucial para construir relacionamentos genuínos e saudáveis. Ao priorizar o respeito mútuo, podemos criar uma comunidade preta que se apoia, se empodera e constrói relações duradouras baseadas na aceitação e no amor próprio.

* Felipe Ruffino é jornalista, pós graduado em Assessoria de Imprensa e Gestão da Comunicação, possui a agência Ruffino Assessoria e ativista racial, onde aborda pautas relacionada à comunidade negra em suas redes sociais @ruffinoficial.

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