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Projeto terapêutico de mulheres negras pede apoio financeiro

25 de outubro de 2016

Texto: Caroline Amanda Lopes Borges / Imagem: Vinicius de Almeida

Para além dos dados nefastos que nós, Povo Negro, contabilizamos em relação à nossa saúde, temos tido pouco ou nenhum acesso qualificado, ou acompanhamento, voltado à sanidade da mente e do corpo. 

Nesse contexto, bem próximos da semana de mobilização pela saúde da população negra, um espaço de acolhimento e tratamento da saúde mental, gerido por mulheres negras, corre grande risco de fechar.

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É tempo de fortalecermos as iniciativas negras que vivificam e edificam! Nosso povo, que desenvolveu banzo, deve priorizar organizações e associações em que pessoas se dispõem a acolher diversas demandas negras, no campo da saúde mental e corporal.

Sabemos. Banzo (do quimbundo mbanza: “aldeia”) é sintoma da mais profunda melancolia. Recorrente no período da escravidão, era provocado pela privação de liberdade, pela distância da terra natal e pela condição de diáspora forçada. 

Banzo também passou a significar ‘resistência dolorida’ — bem como, o aborto, o suicídio, as fugas coletivas e individuais, a construção de quilombos e mocambos. Perceba. Qualquer semelhança entre passado e presente não é mera coincidência!

A comunidade negra segue somatizando neuroses e frustrações, traduzidas em terríveis experiências de depressão: o antigo banzo. E a superação desse quadro — coletivo, transnacional — passa pelo fortalecimento de espaços autônomos, independentes e com uma afro perspectiva bem afirmada.

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Dentro desse cenário de morte, reivindicando o matriarcado africano, a AMAR – Associação de Mulheres de Ação e Reação – atua em diversas frentes de luta para o fortalecimento do Povo Negro. Um de seus projetos mais acessado, sobretudo, por mulheres e jovens é o projeto Psicopretas.

Tal iniciativa acolhe centenas de pacientes, mensalmente, e utiliza recursos de sabedoria ancestral para conduzi-las, caso a caso.

Através de florais, massoterapia, ozonoterpia, cromoterapia e uma infinidade de procederes naturais, além da psicanálise, as mulheres da Associação de Mulheres de Ação e Reação têm auxiliado no autoconhecimento e restabelecimento da sanidade de muitas famílias negras.

Infelizmente, a opção política pela autodeterminação, em meio a poucas condições financeiras dos usuários/pacientes do espaço, levou a AMAR e o Psicopretas a enfrentarem um grave quadro financeiro.

Assim, para que prossigam de forma autônoma e autossustentável, criamos a campanha #AMAR EU SOMO! pois reconhecemos os projetos e as iniciativas dessa instituição como pilares que asseguram, cotidianamente, a sanidade de muitos de nós. Além de ser um espaço seguro e preto, um verdadeiro quilombo!

Para além dos dados nefastos que nós, Povo Negro, contabilizamos em relação à nossa saúde, temos tido pouco ou nenhum acesso qualificado, ou acompanhamento, voltado à sanidade da mente e do corpo.

Nesse contexto, bem próximos da semana de mobilização pela saúde da população negra, um espaço de acolhimento e tratamento da saúde mental, gerido por mulheres negras, corre grande risco de fechar.

É tempo de fortalecermos as iniciativas negras que vivificam e edificam! Nosso povo, que desenvolveu banzo, deve priorizar organizações e associações em que pessoas se dispõem a acolher diversas demandas negras, no campo da saúde mental e corporal.

Sabemos. Banzo (do quimbundo mbanza: “aldeia”) é sintoma da mais profunda melancolia. Recorrente no período da escravidão, era provocado pela privação de liberdade, pela distância da terra natal e pela condição de diáspora forçada.

Banzo também passou a significar ‘resistência dolorida’ — bem como, o aborto, o suicídio, as fugas coletivas e individuais, a construção de quilombos e mocambos. Perceba. Qualquer semelhança entre passado e presente não é mera coincidência!

A comunidade negra segue somatizando neuroses e frustrações, traduzidas em terríveis experiências de depressão: o antigo banzo. E a superação desse quadro — coletivo, transnacional — passa pelo fortalecimento de espaços autônomos, independentes e com uma afro perspectiva bem afirmada.

Dentro desse cenário de morte, reivindicando o matriarcado africano, a AMAR – Associação de Mulheres de Ação e Reação – atua em diversas frentes de luta para o fortalecimento do Povo Negro. Um de seus projetos mais acessado, sobretudo, por mulheres e jovens é o projeto Psicopretas.

Tal iniciativa acolhe centenas de pacientes, mensalmente, e utiliza recursos de sabedoria ancestral para conduzi-las, caso a caso.

Através de florais, massoterapia, ozonoterpia, cromoterapia e uma infinidade de procederes naturais, além da psicanálise, as mulheres da Associação de Mulheres de Ação e Reação têm auxiliado no autoconhecimento e restabelecimento da sanidade de muitas famílias negras.

Infelizmente, a opção política pela autodeterminação, em meio a poucas condições financeiras dos usuários/pacientes do espaço, levou a AMAR e o Psicopretas a enfrentarem um grave quadro financeiro.

Assim, para que prossigam de forma autônoma e autossustentável, criamos a campanha #AMAR EU SOMO! pois reconhecemos os projetos e as iniciativas dessa instituição como pilares que asseguram, cotidianamente, a sanidade de muitos de nós. Além de ser um espaço seguro e preto, um verdadeiro quilombo!

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