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Obras de esgoto para COP 30 atingem parcela mínima da população de Belém

Apesar do anúncio de investimentos em saneamento, reportagem da Folha de SP. destaca que ações de coleta de esgoto do governo do Pará atingem 3% da população
A foto mostra um terreno em obras.

A foto mostra um terreno em obras.

— Bruno Cedim/Agência Pará

2 de junho de 2025

A cidade de Belém (PA) receberá, em novembro, a 30ª Conferência das Partes (COP 30), o maior evento do mundo para discussão sobre mudanças climáticas. Com isso, o governo do Pará divulgou ter realizado obras de saneamento básico que beneficiariam 500 mil pessoas, mas até o momento as ações contemplaram apenas 3% da população. A informação é de reportagem da Folha de S.Paulo.

Conforme aponta uma nota da gestão paraense, publicada em 20 de maio, a reurbanização estrutural envolve o saneamento de 13 canais localizados nas bacias hidrográficas dos rios Tucunduba, Una, Murutucu e Tamandaré. Por outro lado, considerando as obras referentes à coleta de esgoto, especialmente em regiões periféricas, a estimativa de beneficiados cai para 40 mil.

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Ao todo, as obras abrangem drenagem pluvial e urbanização das ruas do entorno, com paisagismo, criação de áreas de lazer e academias ao ar livre em 13 canais dessas bacias.

Os projetos relacionados ao esgoto, no entanto, recebem menos atenção nas ações do governo paraense. A maior parte do investimento está direcionada para macrodrenagem e urbanização.

 Em relação à coleta, a gestão do governador Helder Barbalho (MDB) teria realizado apenas 10 mil ligações à rede. 

O arquiteto e urbanista Pamplona Ximenes Pontes, professor da Universidade Federal do Pará (UFPA), ressalta que os maiores projetos da COP 30 beneficiam áreas que já contam com infraestrutura, como o canal da Nova Doca, na região central-sul de Belém. A área está situada no entorno de bairros de alto poder aquisitivo.

De acordo com a reportagem, parte do esgoto da Nova Doca será tratado em uma estação localizada ao lado da Vila da Barca, comunidade centenária conhecida por ser uma das maiores em palafitas da América Latina.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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