Nesta segunda-feira (2), movimentos de defesa dos direitos humanos, associações de vendedores ambulantes, entidades estudantis e mandatos parlamentares realizaram um ato contra a atuação da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMSP) em ações de fiscalização contra o comércio informal da capital paulista.
O protesto ocorreu na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), no Largo São Francisco. A mobilização marcou o lançamento da campanha que pede o encerramento do convênio entre o governo e a prefeitura de São Paulo, conhecido como Operação Delegada.
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A “Campanha pelo Fim da Operação Delegada: contra o racismo, a xenofobia e a violência policial” também destaca os recentes casos de violência policial contra ambulantes senegaleses. Em 11 de abril deste ano, o ambulante senegalês Ngange Mbaye foi baleado e morto por PMs durante uma operação no Brás.
Este foi o terceiro caso de violência contra trabalhadores ambulantes da região em 2025. Em janeiro, Massamba Diop foi atingido na cabeça por um tiro de bala de borracha e, dezesseis dias após Mbaye ser morto, Edineide Rodrigues foi executada no bairro do Brás.
O ato foi realizado pelo Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos, Fórum dos Trabalhadores Ambulantes da cidade de São Paulo, coletivo Vidas Imigrantes Importam, a Defensoria Pública de São Paulo (DPESP), o Serviço de Apoio Jurídico (Saju) da USP e outras entidades.
A campanha busca atuar na mobilização popular, articulação política e proposição de medidas jurídicas e conta com a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal.
Texto com informações do Brasil de Fato*