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Vereadora quilombola é alvo de racismo no interior da Bahia

Segundo a Conaq, um colega parlamentar divulgou conversas pessoais da vereadora Jailde Lima acompanhadas de uma música que fazia referência às senzalas
A vereadora quilombola Jailda Lima (PSD-BA).

A vereadora quilombola Jailda Lima (PSD-BA).

— Reprodução/Instagram

13 de junho de 2025

A Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq) emitiu, na quinta-feira (12), uma nota de repúdio aos atos de racismo e violência política cometidos contra a vereadora quilombola Jailde Lima (PSD), na cidade de Antônio Gonçalves (BA).

Segundo a organização, um colega parlamentar vinculado ao MDB veiculou uma conversa pessoal da vereadora, acompanhada de uma música com referência explícita às senzalas e ao período de escravização. 

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A entidade ressalta que o caso configura crime de injúria racial, violência simbólica e cibernética, além de desrespeitar a Constituição Federal e Lei de Crimes Raciais.

“Racismo é crime e precisa ser tratado como tal, especialmente quando usado como ferramenta de silenciamento político de mulheres negras em espaços de poder historicamente negados a elas. O uso de símbolos da escravidão para constranger uma parlamentar negra é mais do que uma provocação: é um ato cruel de desumanização e tentativa de intimidação”, diz trecho do comunicado.

A coordenação solicitou à Câmara dos Deputados, ao Partido Social Democrático e às demais autoridades a responsabilização dos envolvidos e proteção para a vítima.

Em nota, assinada pela Coordenadora Estadual do PSD Mulher da Bahia, o partido condenou o ataque e manifestou apoio à parlamentar.

“É inadmissível que uma mulher negra, quilombola, exercendo seu mandato como representante eleita pelo povo de forma atuante e comprometida com a justiça social, seja alvo de ataques revistas e criminosos. Seja em espaços institucionais, como na Câmara Municipal, ou virtualmente.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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