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Ruth Venceremos recebe título de Cidadã Honorária de Brasília

Homenagem foi realizada na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF)
A pedagoga e ativista Ruth Venceremos durante a solenidade do título na Câmara dos Deputados do Distrito Federal (CDFL) em junho de 2025.

A pedagoga e ativista Ruth Venceremos durante a solenidade do título na Câmara dos Deputados do Distrito Federal (CDFL) em junho de 2025.

— Divulgação

21 de junho de 2025

A pedagoga, ativista e drag queen Ruth Venceremos recebeu uma das maiores honrarias concedidas pelo Distrito Federal: o título de Cidadã Honorária de Brasília. A homenagem foi proposta pelo mandato do deputado distrital Gabriel Magno (PT-DF) e entregue durante sessão solene na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).

O título é concedido a pessoas que se destacam por suas contribuições relevantes à capital federal. A honraria reconhece a trajetória de Ruth Venceremos, que se destacou por sua atuação na luta pela reforma agrária e pelos direitos da comunidade LGBTQIAPN+.

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Participaram da cerimônia na segunda-feira (16) os deputados Chico Vigilante (PT), Max Maciel (PSOL) e Fábio Felix (PSOL), além da coordenadora nacional do MST, Judite Santos, a deputada federal Erika Kokay (PT-DF), e o presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Jean Lima.

Ruth Venceremos é a identidade drag do educador Erivan Hilário dos Santos, pedagogo formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e mestre em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

A educadora atua em defesa da comunidade LGBTQIAPN+ por meio de ações artísticas e educativas. Ela é cofundadora e diretora do Distrito Drag e participou da criação do Coletivo LGBTQIA+ Sem Terra, dentro do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MTST).

Durante seu discurso, Ruth relembrou sua chegada a Brasília, em 2015, para participar do Encontro Nacional dos Educadores da Reforma Agrária.

“Se hoje estou aqui, sendo homenageada, é fundamental reconhecer que isso só é possível graças ao MST, que acolheu a mim e à minha família quando eu tinha apenas 13 anos. Foi entre os barracos de lona preta e nas marchas por dignidade que aprendi a conjugar a palavra luta”, afirmou em comunicado à imprensa.

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  • Thayná Santana

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