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Mês de maio tem pico de letalidade policial em SP; maioria das vítimas é negra

Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública, as pessoas negras representaram 59% das mortes por intervenção policial em maio de 2025
A imagem mostra viaturas da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMSP).

A imagem mostra viaturas da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMSP).

— Reprodução / Governo de SP

2 de julho de 2025

Em maio de 2025, o estado de São Paulo registrou o maior número de mortes por intervenção policial dos últimos cinco anos. Ao todo, 66 pessoas foram mortas durante ações das polícias Civil e Militar do Estado de São Paulo (PMSP) de acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP). 

O levantamento da SSP indica que o perfil das vítimas é de pessoas negras e jovens. Do total de mortes, 39 eram pessoas negras, o que representa 59% dos casos registrados no período. Outras 22 vítimas eram pessoas brancas e cinco casos não possuíam registros de identificação racial. 

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A planilha da pasta, que compila dados desde 2013, indica que o total de ocorrências em maio deste ano supera a média histórica para o mês, que, de 2020 a 2024, foi de 52 mortes.

As ocorrências de maio de 2025 representam um aumento de cerca de 34% em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando foram contabilizados 49 casos. Em comparação com 2022, o crescimento chega a aproximadamente 83%.

As ocorrências de maio de 2025 representam um aumento de cerca 34% em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando foram contabilizados 49 casos. Em comparação com 2022, o crescimento chega a, aproximadamente, 83%. 

Considerando o período de janeiro a maio de 2025, São Paulo já soma 299 mortes por intervenção policial em todo o território paulista, com destaque para o mês de março (71 ocorrências). 

Do total de vítimas, 184 (61%) são pessoas negras, e 122 tinham entre 18 e 29 anos, faixa etária que concentra 40% dos registros.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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