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Combate ao racismo no futebol é tema de seminário na Bahia

Evento terá a presença do ex-goleiro Aranha, atletas e entidades esportivas para promover a discussão do combate ao racismo esporte
Um dos palestrantes do evento, o ex-goleiro Marcio Lúcio, conhecido como Aranha.

Um dos palestrantes do evento, o ex-goleiro Marcio Lúcio, conhecido como Aranha.

— Reprodução/Redes Sociais

20 de agosto de 2025

O seminário “Racismo no futebol – o combate a discriminação nos estádios” está com inscrições abertas para o evento que será realizado na próxima sexta-feira (22), das 8h às 18h, no auditório do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). O evento, realizado em parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) reunirá entidades esportivas, dirigentes, jogadores e atletas para ampliar o debate no campo institucional.

Um dos destaques confirmados é o ex-goleiro Mario Lúcio Duarte Costa, conhecido como Aranha, que quando defendia o Santos, em 2014, foi vítima de ofensas racistas pela torcida do Grêmio, durante um jogo entre as equipes em Porto Alegre pela Copa do Brasil. Após a partida, o clube gaúcho foi punido com a exclusão da competição. 

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O caso ganhou grande repercussão nacional no esporte. Ao longo dos anos, o ex-jogador passou a se dedicar ao enfrentamento do racismo e lançou o livro “Brasil Tumbeiro”, obra em que aborda a temática do racismo estrutural no Brasil.

Também estarão presentes, Elton de Castro do Observatório da Discriminação Racial do Futebol; o presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD); o presidente do Conselho Deliberativo do Esporte Clube Vitória, Nilton Almeida; a ex-zagueira Viola, campeã pelo time feminino do São Francisco; a árbitra assistente Daniella Coutinho Pinto, integrante do quadro da FIFA; entre outros. 

Segundo dados do Observatório de Discriminação Racial no futebol, entre 2014 e 2023, foram registrados 364 incidentes de discriminação racial no futebol brasileiro. As regiões Sul (36%) e Sudeste (32%) concentraram 68% dos casos. O Nordeste registrou 16%, enquanto o Centro-Oeste teve 9% e a região Norte, 6%.

O evento é voltado tanto para o público interno do tribunal quanto para o público externo. Serão disponibilizadas 100 vagas presenciais, com emissão de certificado para todos os participantes. Haverá também transmissão on-line, por meio do canal do Poder Judiciário da Bahia no YouTube.

A programação inclui painéis e palestras sobre temas como a atuação da justiça desportiva no combate a discriminação, o papel da sociedade civil, clubes e árbitros no enfrentamento ao racismo, a luta contra a homofobia e o sistema judicial no combate ao racismo no futebol. 

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas por meio do site oficial do TJ-BA, no sistema da Unicorp.

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  • Thayná Santana

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