PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Ministério da Cultura repudia ação da GCM no Teatro de Contêiner em SP

MinC e Funarte criticam o uso de força em ação da Guarda Civil Metropolitana de São Paulo contra artistas do espaço
Viatura Elétrica da Guarda Civil Metropolitana (GCM) de São Paulo.

Viatura Elétrica da Guarda Civil Metropolitana (GCM) de São Paulo.

— Reprodução/Leon Rodrigues/SECOM

20 de agosto de 2025

O Ministério da Cultura (MinC) e a Fundação Nacional de Arte (Funarte) manifestaram, na terça-feira (19), repúdio à ação de reintegração de posse realizada pela Guarda Civil Metropolitana (GCM) de São Paulo contra artistas do Teatro de Contêiner, na região central da capital paulista. 

O espaço na Luz é utilizado pela Cia Mungunzá e pela ONG Tem Sentimento desde 2016 e se tornou uma ocupação artística e sociocultural na região da 

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

Cracolândia.

O prazo final para a desocupação do espaço, emitido pela Prefeitura de São Paulo, encerra nesta quinta-feira (21). No entanto, a ação da GCM ocorreu na terça-feira e foi registrada pelos artistas das organizações. 

Com o uso de spray de pimenta, os agentes retiraram os presentes à força de um prédio anexo ao teatro, onde eram guardados pertences e equipamentos do Teatro de Contêiner.

Em nota oficial, o MinC informou que o prefeito Ricardo Nunes (MDB) foi oficiado pela ministra Margareth Menezes e pela presidenta da Funarte Maria Marighella. O documento solicitou a ampliação do prazo dado pela prefeitura para o despejo do coletivo artístico. 

“Lamentamos que o uso da força tenha substituído a continuidade do diálogo em prol da arte e da cultura, que cumprem papel relevante junto à comunidade do centro da capital paulista por meio da atuação do Teatro de Contêiner, da Cia Mungunzá e da ONG Tem Sentimento”, diz trecho do comunicado.

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano