Na terça-feira (7), a pesquisadora Renata Pedreira, representante da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), apresentou a pesquisa sobre o Programa Municipal de Atenção Integral à Saúde da População Negra (PMAISPN) no auditório da Secretaria Municipal de Saúde de São Gonçalo (RJ).
O encontro reuniu gestores, profissionais de saúde, representantes da Fiocruz, dos Conselhos Municipais de Saúde e da Igualdade Racial, além de pesquisadores envolvidos no projeto.
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A proposta visa garantir maior equidade no atendimento à saúde, abrangendo ações de promoção, prevenção, atenção, tratamento e recuperação de doenças transmissíveis e não transmissíveis, incluindo aquelas com maior incidência na população negra.
Instituída pelo Ministério da Saúde em 13 de maio de 2009, a iniciativa segue as diretrizes da PNSIPN, com foco na redução das desigualdades étnico-raciais e no combate ao racismo e à discriminação no Sistema Único de Saúde (SUS).
Segundo a pesquisadora da Fiocruz, o PMAISPN se tornou referência nacional por ser pioneiro na realização de uma pesquisa de saúde voltada especificamente para a população negra no município. A proposta é contribuir com a formulação de políticas públicas mais eficazes e direcionadas.
Entre as ações do programa, destaca-se a realização de uma pesquisa nas unidades de saúde com a pergunta: “Qual é a sua raça/cor?”. A coleta dessas informações busca reunir dados da população negra de São Gonçalo, uma vez que há doenças com maior prevalência nesse grupo, como hipertensão arterial, diabetes mellitus, glaucoma e síndrome hipertensiva na gravidez.
De acordo com a organização do programa, fatores socioeconômicos também influenciam no aumento de casos de alcoolismo, desnutrição, tuberculose e verminoses. Além disso, doenças de origem genética, como a anemia falciforme, apresentam alta incidência nesta população, reforçando a importância do monitoramento contínuo.