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Organização denuncia empresa por invasão e despejo de entulhos em território quilombola

Entidade relata violação de sentença judicial que proíbe a permanência da empresa no território, em Lagoa do Tocantins (TO)
Retroescavadeira lança entulhos no quilombo Rio Preto, em Lagoa do Tocantins (TO), registrada por moradores.

Retroescavadeira lança entulhos no quilombo Rio Preto, em Lagoa do Tocantins (TO), registrada por moradores.

— Reprodução/COEQTO

17 de outubro de 2025

A Coordenação Estadual das Comunidades Quilombolas do Tocantins (COEQTO) denunciou, na quinta-feira (16), a ocupação ilegal e a continuidade de violações de direitos humanos no território quilombola Rio Preto, na cidade de Lagoa do Tocantins. 

Em nota, a entidade relatou ter registrado um boletim de ocorrência contra a empresa Lagoa Dourada por crime ambiental e esbulho possessório contínuo, quando terceiros se apossam do território por apropriação indevida. 

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Segundo a coordenação, no dia 30 de setembro, funcionários da empresa invadiram o território com uma retroescavadeira e lançaram entulhos sobre um brejo, na tentativa de deixar o local transitável para veículos.

Além da invasão, a presidente do quilombo, Rita Lopes, declarou que sofre constantes ameaças que a impedem de visitar a comunidade ou realizar as atividades da associação.

O comunicado ressalta que já existe uma sentença judicial que proíbe a Lagoa Dourada de praticar qualquer ato de esbulho possessório contra os quilombolas. A medida também proíbe a entrada e intervenção na área da comunidade, sob pena de multa diária de R$ 1 mil. 

Esta não é a primeira vez em que o território sofre com episódios de violência e violação de direitos. No dia 19 de fevereiro deste ano, o quilombo foi alvo de um incêndio criminoso por fazendeiros que reivindicavam parte do território. 

A COEQTO aponta que os ataques no quilombo Rio Preto se intensificaram em setembro de 2023, após uma medida judicial favorável à comunidade. À época, o território que abriga cerca de 50 famílias sofreu com ameaças, intimidações e incêndios em residências. 

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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