Um relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) da Organização das Nações Unidas (ONU), divulgado nesta segunda-feira (12), indica que a poluição do ar causou, em 2021, ao menos 8,1 milhões de mortes prematuras em todo o mundo.
O documento destaca que a exposição a poluentes atmosféricos existe em praticamente todos os países e está diretamente relacionada às fatalidades. De acordo com o Pnuma, a poluição se manifesta de duas formas principais: interior e exterior.
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No primeiro caso, ela é resultado da constante queima de combustíveis sólidos, como lenha, carvão vegetal e esterco animal, que liberam partículas finas, fuligem e carvão. A exterior advém de fontes diversificadas, incluindo fábricas, veículos motorizados, incêndios florestais e tempestades de poeira.
Entre as toxinas mais preocupantes, o relatório destaca as partículas finas de PM10 e PM2.5, além do monóxido de carbono, do ozono troposférico, do dióxido de azoto e do dióxido de enxofre.
Segundo o relatório, as partículas de PM10 podem penetrar profundamente os pulmões. Já as de PM2.5, podem entrar na corrente sanguínea e afetar órgãos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que 99% da população mundial respira ar poluído.
A ONU ressalta que milhares de casos de doenças respiratóriass, cardíacas, acidentes vasculares cerebrais e câncer de pulmão estão associados à poluição do ar. Em 2021, mais de 700 mil mortes atribuídas à má qualidade do ar ocorreram em crianças abaixo de cinco anos.
Para a organização, é necessário cooperação internacional para enfrentar os efeitos na população, sobretudo, as mais vulnerabilizadas. Entre as medidas apontadas estão o reforço dos sistemas de monitorização da qualidade do ar, a utilização de dados científicos para orientar políticas públicas, a limitação de emissões por meio de legislação.