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Em meio a protestos, PM que matou mulher na Zona Leste de São Paulo é afastada

Manifestação contra morte de mulher na Cidade Tiradentes é reprimida por policiais; SSP informa que encaminhou caso ao DHPP para investigação independente
Um uniforme da Polícia Militar de São Paulo (PMSP).

Um uniforme da Polícia Militar de São Paulo (PMSP).

— Reprodução/Paulo Pinto/Agência Brasil

6 de abril de 2026

A Polícia Militar de São Paulo (PMSP) afastou a policial Yasmin Cursino Pereira, envolvida na abordagem que matou Thawanna da Silva Salmázio, de 31 anos, em Cidade Tiradentes, na Zona Leste de São Paulo. 

O caso ocorreu na madrugada da última sexta-feira (3). A vítima foi alvejada com um disparo da policial após uma discussão. Em vídeo registrado por testemunhas e divulgado pelo portal G1, é possível ver Salmázio e seu marido, Luciano Gonçalves dos Santos, caminhando e conversando na rua. 

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Segundos após uma viatura passar pelo local, a discussão se inicia e o barulho de um disparo é ouvido. Outro registro mostra o companheiro pedir ajuda aos PMs enquanto a vítima está no chão, mas não recebe retorno. Um dos agentes pede para ele “sair pra lá” e diz que está “metendo o louco”. Em um terceiro vídeo, um PM aponta uma arma para a vítima no chão, após ter sido atingida. 

No boletim de ocorrência, segundo o G1, os policiais alegaram que o casal estaria sob o efeito de álcool e teria batido com o braço na viatura, levando à discussão inicial. Também foi relatado um suposto comportamento exaltado e violento por parte de Thawanna, versão negada por familiares. 

À reportagem do G1, Santos informou que a viatura passou em alta velocidade e quase os atingiu, o que levou a uma reação de sua esposa. A policial, então, teria voltado e atirado em direção à vítima. Testemunhas ouvidas pela reportagem ainda dizem que Thawanna foi agredida no rosto e nas partes íntimas antes de ser morta. 

Em nota à Alma Preta, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) declarou que o caso foi encaminhado ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que conduz uma investigação independente sobre os fatos. Além do afastamento, a policial também teve sua arma apreendida. 

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“As circunstâncias são apuradas com prioridade absoluta pelas polícias Civil e Militar, com acompanhamento das respectivas corregedorias. As investigações incluem a oitiva de testemunhas, análise de imagens captadas por câmeras corporais e a elaboração de laudos periciais, que já integram o conjunto probatório. 

A SSP reforça que toda irregularidade é rigorosamente apurada e punida nas esferas administrativa e criminal e reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência e a proteção da vida”, diz trecho do comunicado. 

PM reprime protestos

Em resposta à morte de Thawanna, ainda na sexta-feira, moradores de Cidade Tiradentes realizaram protestos na região, com barricadas e bloqueio de vias. A mobilização reuniu familiares, vizinhos e lideranças locais para denunciar a brutalidade da abordagem que vitimou a mulher. 

No ato, que pedia a responsabilização dos agentes envolvidos, policiais utilizaram armas de efeito moral para dispersar a população. Ao G1, moradores afirmaram que houve disparos em direção às casas, causando medo e tensão entre os residentes.  

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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