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Marcelo Falcão aposta em ponte entre gerações na turnê ‘Legado’

Em entrevista à Alma Preta, Marcelo Falcão comenta retorno aos palcos e continuidade de seu trabalho solo
O artista Marcelo Falcão.

O artista Marcelo Falcão.

— Divulgação/30e

17 de maio de 2026

O cantor Marcelo Falcão retorna aos palcos em agosto com a turnê “Legado”, novo espetáculo que aprofunda o diálogo entre diferentes gerações da música brasileira. Realizada pela 30e, a série de shows acompanha o álbum lançado no último ano e aprofunda encontros com artistas do rap e do trap nacional.

Mais de cinco anos após o primeiro disco solo, Falcão apresenta um repertório que combina novas composições, clássicos da trajetória com O Rappa e referências musicais como Tim Maia, Jorge Ben Jor, Clara Nunes e Fela Kuti. 

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Em entrevista à Alma Preta, o artista afirma que a nova fase parte da ideia de continuidade e busca aproximar públicos de diferentes idades, construindo conexões afetivas por meio da música. 

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“Legado é uma ponte entre gerações, e eu ainda tô construindo essa ponte. Ela passa por quem veio antes de mim, passa por mim e chega nos dias atuais. Eu queria fazer uma ponte entre gerações e que os mais novos pudessem ouvir os antigos”, afirma. 

O cantor explica que a intenção era apresentar aos públicos mais jovens referências fundamentais da música brasileira e negra, ao mesmo tempo em que aprendia com novas linguagens sonoras produzidas pela geração atual do hip-hop. O lançamento conta com a participação de Major RD, L7nnon, Orochi e gravações do Chorão.

“Eu queria que os mais novos pudessem ter dimensão de quem veio antes, mas fui abraçado de uma forma tão bonita por eles que senti necessidade de fazer esse acolhimento também”. 

O músico acrescenta que o processo de criação do álbum passou pela busca constante em sua coleção de vinis, formada por milhares de discos. Entre as inspirações recentes, ele cita produções de Led Zeppelin, Paco de Lucía, Rick Rubin, Jay-Z e Kanye West.

Para Marcelo Falcão, o retorno aos palcos foi pensada para criar conexões com diversos públicos e fortalecer a relação construída ao longo de décadas de carreira, reunindo canções que atravessam diferentes fases de sua trajetória. 

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“A expectativa é enorme. Cada show é uma oportunidade de reencontrar o público, trocar energia e levar essa mensagem adiante. A estrada sempre foi parte fundamental da minha vida e voltar com esse projeto tem um significado muito forte para mim”, completa.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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